Estudos apontam como os sentidos do organismo humano podem auxiliar os concurseiros no processo de aprendizagem.
Para quem está se preparando para participar de algum concurso público, não faltam elementos e estratégias que auxiliam no processo de aprendizagem, entre os quais, os sentidos do organismo humano. Isso mesmo. Segundo a neurociência, sentidos como a visão, audição, o tato, e em raros casos, o olfato e o paladar, quando acionados em conjunto, podem favorecer para um melhor desempenho nos estudos.
Como já dizia o filósofo grego Aristóteles: “nada está no intelecto sem antes ter passado pelos sentidos”. Ele defende que nossas memórias são construídas a partir da experiência sensível. Já de acordo com estudos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), alguns sentidos sobressaem a outros em determinadas ocasiões, variando de indivíduo para indivíduo. Ou seja, alguns concurseiros são mais propensos a aprender apenas fazendo uma leitura visual dos textos, com o auxílio de imagens; outros, aprendem somente ouvindo as explicações dos professores, ou mesmo fazendo uma leitura em voz alta; por fim, ainda tem um grupo de estudantes chamados de cinestésicos, que aprendem através da percepção dos movimentos do corpo misturado aos sentidos.
Especialistas em neurociência aconselham que as instituições de ensino e docentes planejem aulas e encontros capazes de expor os alunos aos diversos estímulos sensoriais, pois quanto mais o ambiente estiver repleto de estímulos sensoriais, mais os estudantes/concurseiros estarão mais interessados e concentrados a aprender. Isso serve perfeitamente para quem está se preparando em alguns concursos públicos.
Aos candidatos que vão disputar cargos do quadro de soldados temporários do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, por exemplo, devem se preparar a partir da rotina de trabalho desses profissionais, procurando já se familiarizar com os barulhos, toques e até os cheiros costumeiros do dia-a-dia de trabalho na corporação.
Por fim, a Neurociência reforça que os concurseiros possuem diferentes preferências sensoriais e que, elas se comportam de maneira específica durante a aprendizagem. A depender do sentido em que ele mais utiliza no ato de estudar, o ensino e o ato de aprendizagem deve se adequar às qualidades sensoriais de cada um.




