Interessado em
seguir carreira na Polícia Federal, mas não sabe ao certo como
funciona? Já está se preparando para o próximo concurso da PF mas
está inseguro sobre a preparação? Então continua lendo que esse
texto é para você! Entrevistamos nosso professor de Legislações
Especiais, Rodrigo Varela, que também atua há mais de 10 anos como
agente da Polícia Federal, e eles nos contou um pouco de sua
trajetória.
Rodrigo se formou em Direito no ano de 2002 e logo começou os preparativos para possíveis concursos públicos na área. Segundo o professor, este foi um diferencial importante. “Na época em que saiu o edital do concurso de 2004, eu tinha acabado de me formar em Direito, então eu estava com a matéria muito fresca ainda e isso foi de grande ajuda na época.”
O ano de 2003 foi de preparação intensa. Rodrigo passou pouco mais de um ano estudando, dividindo-se entre esforços próprios e a preparação em um cursinho. Para o professor, a procura por um cursinho preparatório é fundamental, uma vez que o conteúdo é melhor direcionado para as especificações de cada prova, concurso, banca, etc. “Os cursinhos, além de dar o conteúdo, dão dicas, macetes e anotações que valem muito na preparação.”
Rodrigo Varela faz parte de uma minoria entre os participantes do concurso da PF: foi aprovado em sua primeira tentativa. O feito é louvável, mas segundo Rodrigo não deve ser utilizado como modelo. Apesar de ter se esforçado muito, ele explica que além da formatura recente, outro fator decisivo para sua aprovação foi a quantidade de vagas oferecidas no concurso da época: mais de mil oportunidades, número acima do normal para um concurso da corporação federal.
“Quem estava preparado na época, conseguiu passar, o que é uma situação muito diferente da de hoje em dia. Hoje há muito menos vagas oferecidas, a concorrência está cada vez maior, ou seja, a dificuldade aumentou muito. Foi um ano atípico, mais de 1000 vagas, coisa que você não vê todo dia.” explicou o professor.
O número de candidatos para concursos públicos aumentou nos últimos anos, principalmente em concursos como o da PF, que teve sua popularidade alavancada nos últimos anos pelas atividades da Operação Lava Jato. Além disso, com o país mergulhado há anos em uma crise econômica severa, a quantidade de vagas disponibilizadas tem sido cada vez menor.
Devido a este quadro, as notas mínimas de aprovação aumentaram consideravelmente, o que aumenta também a necessidade de uma preparação completa e focada nas especificidades do concurso. O Rodrigo chegou a falar mais sobre a preparação para o concurso atual em um outro texto do blog, dá um confere.
Não há uma fórmula em especial para ser aprovado, mas Rodrigo adianta algumas dicas – O candidato precisa ter disciplina e manter uma rotina de estudos constante, de acordo com a sua disponibilidade de horas de estudo. A quantidade de horas necessárias vai variar de pessoa para pessoa, já que alguns conseguem produzir mais em uma hora do que outros em três, por isso é importante que o candidato se conheça. Com 6 meses a um ano de preparação centrada, o candidato deve obter no mínimo um bom resultado. Rodrigo, no entanto, faz uma ressalva importante:
“Uma hora o rendimento e a concentração começam a cair, então também não adianta estudar 10 horas sem estar focado. Eu até brinco com o pessoal, como as provas de PF e PRF exigem teste físico, o aluno estudou três horas? Então para um pouco e vai correr. Depois, estuda mais três horas e vai nadar. E assim em diante. Desse modo você vai fazer os treinamentos que precisa fazer e descansar o cérebro, fazendo uma atividade física.”
Em relação à carreira como agente, Rodrigo Menezes afirma ser “o melhor emprego do mundo”. O motivo principal é a variabilidade de oportunidades que a Polícia Federal oferece. Por ser um órgão que atua em diversas áreas de atuação pelo país, desde combate ao tráfico até investigações de políticos, é como se fosse possível mudar de emprego sem sair da corporação.
“Posso citar meu exemplo: eu estava em uma delegacia operacional, combatendo roubo de carga e recentemente fui trocado de delegacia, fui para uma delegacia no Aeroporto do Galeão. Um trabalho totalmente diferente. Agora estou fazendo embarque do passageiro, controle imigratório, etc. Isso é a parte melhor, você vai achar o seu perfil, ver o que mais gosta de fazer dentre as opções da PF e se especializar naquela área. Você não precisa passar 30 anos num mesmo trabalho massante”.
Apesar de haver uma certa burocracia, dependendo da disponibilidade da área escolhida, a administração tende a alocar os servidores onde se sentem mais à vontade e desempenham melhor suas funções. É uma questão de interesse da própria Polícia Federal, destaca o professor.




