Hoje vamos desmentir alguns mitos que criaram sobre concurso público, que acabam desestimulando quem se interessa em participar.

Na era das Fake News, nem o universo dos concursos públicos escapa de alguns mitos, exageros e mentiras que criam sobre o processo que é a única porta de entrada dos cidadãos brasileiros para o serviço público. Esses mitos acabam por criar ilusões na cabeça dos concurseiros, e no final disso tudo, impede que a inserção de novos profissionais em órgãos de diversas áreas.

Nesse artigo, nós iremos desmentir algumas invencionices que criam sobre a preparação de concurso público e você verá se identificas com algumas das situações comentadas abaixo:

1 – É impossível conciliar estudos com trabalho

Muitos dizem isso por duas razões: ou não se sentem capazes de cumprir uma rotina dupla ou porque só estudam e querem desestabilizar aqueles que trabalham e estudam. Não acredite nisso, concurseiro.

Sabemos que essa é a realidade da grande maioria dos concurseiros que, sonham com a estabilidade profissional, mas que não podem abrir mão do emprego atual para não deixar de pagar os boletos, não deixar de ganhar dinheiro, etc. Sendo assim, para não ficar para trás dos demais concorrentes, basta ter uma rotina regrada, estudando com afinco no período do dia em que não estiveres trabalhando.

E há uma verdade que muitos não tem coragem de assumir, mas os concurseiros que trabalham e estudam também tem suas vantagens, já que eles demonstram maior determinação e foco, daqueles que só estudam, pois esse grupo de concurseiros tendem a ficar mais ansiosos e, em alguns casos, não conseguem passar horas e horas só estudando.

2 – Só passa em concursos quem tem dinheiro

Mito. Pessoas de todas as classes sociais podem ingressar no serviço público. Nem todos tem condições financeiras de pagar um curso preparatório ou comprar um material completo para adquirir mais conhecimento em um concurso como o de inspetor da Polícia Civil do Rio de Janeiro, por exemplo.

Porém, há casos de concurseiros que foram aprovados com materiais emprestados, que assistiam vídeo aula na internet, que superaram as limitações socioeconômicas, até mesmo a falta de um espaço adequado para os estudos. Enfim, não é o poder aquisitivo que torna um candidato mais forte em um concurso do que o outro; é o foco e a força de vontade que determina quem passará no concurso ou não.

3 – Tem gente que começou a estudar faltando um mês para prova e passou mesmo assim

Essa é a mentira mais deslavada de todas as que já ouvi. E infelizmente, tem pessoas que caem nessa história. Se você acessou os editais lançados pela Polícia Federal e pela Polícia Rodoviária Federal, você deve ter visto que são documentos extensos, com muitas informações que ocupam mais de 30 páginas, e que um mês pode não ser suficiente para dar conta de assimilar por tantos detalhes.

É preciso ter uma histórico de preparação, de meses. Dependendo do concurso, é importante iniciar a preparação assim que ele for anunciado, pois cada dia de estudo conta muito no caminho para a aprovação. Não pense que poucas semanas de preparação bastam para você ingressar no concurso público. Se você planeja participar de um dos concursos policiais com provas marcadas para o mês de março, não espere chegar o final de fevereiro para iniciar a leitura do edital, para praticar os exercícios e simulados, pois o tempo é curto.

E por fim, não queira contar com a sorte. Já alertamos sobre os perigos de apostar nela para conseguir ingressar no serviço público, de querer acertar as questões na base do chutômetro, criando os métodos mais absurdos para selecionar as alternativas, contudo, sem preparar o intelecto para responder de forma consciente. É importante refletir a respeito do que foi dito pelo pensador Coleman Cox:

Eu acredito demais na sorte. E tenho constatado que, quanto mais duro eu trabalho, mais sorte eu tenho”.

4 – Os concursos públicos vão acabar nos próximos anos

Muitos estão se aproveitando da atual crise econômica do Brasil, agravada pela pandemia da Covid-19, além da atual gestão federal buscar uma maior austeridade nos gastos públicos, para amplificar um discurso contra os concursos públicos.

Sim, estamos vivendo uma crise, como já vivemos tantas crises ao longo da nossa jovem democracia. Mesmo assim, os concursos não deixaram de acontecer. Basta lembrar que esse mesmo governo atual concedeu aval, no fim do ano passado, para os Concursos PF e PRF. E outras seleções estão por vir.

Fora que o déficit de servidores cresce em muitos órgãos públicos espalhados pelo país, seja por aposentadoria, exonerações ou mortes. E para preencher essas vagas ociosas é necessário ter concurso público para renovar esse efetivo. Além que, em alguns órgãos, a contratação fora do concurso público é ilegal. Portanto, não há a menor possibilidade dos concursos públicos acabarem em nosso país. É um patrimônio nosso, tanto para a plena funcionalidade dos órgãos públicos como para dar oportunidade profissional a milhares de cidadãos.

 

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