Setembro Amarelo: cuidar de si também é importante para ser aprovado em concurso público

No mês de conscientização e combate ao suicídio, a depressão também é um dos obstáculos que alguns concurseiros que sonham em ingressar no serviço público precisam vencer.

O Centro de Valorização da Vida (CVV), em parceria com o Conselho Federal de Medicina e a Associação Brasileira de Psiquiatria, criaram em 2015 a campanha Setembro Amarelo. Desde então esse mês passou a ser dedicado a alertar, conscientizar e combater o suicídio. Esse assunto muito tem a ver com quem irá prestar concurso público, já que a depressãoatinge muitos estudante e é uma das principais causas, se não a principal, para que as pessoas venham a cometer o suicídio.

É preciso, antes de tudo, acabar com o estigma de que depressão é frescura, que quem sofre deste mal está querendo chamar atenção ou está neste estado porque não valoriza as coisas que tem. Depressão é uma doença, que deve ser tratada como tal. É um estágio de tristeza e desânimo que se prolonga por semanas ou meses, provocando perda de autoestima, insônia, perda de apetite, agitação extrema ou mesmo lentidão de raciocínio, além da pessoa não ter vontade para prosseguir com os projetos e trabalhos que possui. Por isso, esse estágio pode comprometer o desempenho de quem sonha ser aprovado em um concurso público.

Especialistas indicam que o fato da pessoa estar muito ansiosa e repleta de expectativas em relação às etapas de avaliação, pode torná-la mais propensa a entrar em depressão, que poderá ser agravada caso o resultado não seja o que for esperado – a chamada Depressão Pós-Reprovação.

Nesse momento de pandemia da Covid-19, onde muitos concursos tiveram provas adiadas como os da Guarda Municipal de São Gonçalo e do Depen (para agente de execução penal e especialista federal) pode, infelizmente, ampliar a ansiedade do concurseiro e levá-lo à depressão, caso ele já tenha propensão para a doença. Sem contar também o período de quarentena, que deixa as pessoas reclusas em casa, sem poder sair. Isso também pode desencadear sentimentos pessimistas em relação ao futuro, fragilizam o emocional e deixando os concurseiros mais estressados.

Somado à ansiedade, mudanças de cronograma do concurso e um vírus letal espalhado por aí, os concurseiros ainda tem que lidar com o excesso de cobrança vindo de parentes e amigos que, muitas vezes na melhor das intenções, tentam motivar o concurseiro a se preparar, mas podem passar do ponto e sobrecarregar o emocional do candidato, que acaba se sentindo na obrigação de ser aprovado no concurso, para atender às expectativas dessas pessoas. E isso pode prejudicá-lo na hora de conseguir o resultado.

Por isso, sempre é aconselhável que o candidato balanceie o período de estudos com momentos de lazer, seja assistindo um filme ou série que gosta, praticar algum exercício físico, enfim, qualquer atividade a fim de aliviar um pouco a mente após longos períodos de estudos.

Estou com depressão e preciso estudar. O que eu faço?

Uma dica importante que psicólogos e psiquiatras recomendam é que os concurseiros não devem se preocupar exageradamente com o futuro e com a estabilidade profissional que tanto almeja. Afinal, tem candidatos que pensam que se não obtiverem a aprovação naquele concurso específico, a vida se tornará mais difícil sem aquele salário.

É preciso passar por esse processo de preparação com mais leveza, aproveitando cada dia, sem focar tanto no resultado em si, mas sim no fato de que durante esse processo você irá adquirir mais conhecimento, e esse conhecimento pode te levar tanto a ser aprovado em um concurso público, como ajudar em outras etapas da vida. Afinal, conhecimento é algo ninguém pode nos tirar.

Resumidamente: deve-se ter, sim, responsabilidades com o futuro, mas não esquecer de viver o hoje.

Para não perdermos brilhantes e futuros profissionais do serviço público para a depressão, é preciso ter consciência da gravidade desse problema. Se algum momento da sua vida você pensar em suicídio, converse com alguém de sua confiança. Verbalizar sobre o que está sentindo é uma forma muito eficaz de aliviar o peso da dor que você carrega. Se antes esse assunto era um tabu na sociedade, graças ao sucesso da Campanha do Setembro Amarelo, o suicídio passou a ser debatido com mais frequência em várias esferas.

Caso você não tenha ninguém a recorrer, o CVV disponibiliza um canal de atendimento por telefone que funciona 24 horas por dia, em que voluntários estão à disposição para ouvir o que você está sentindo e orientá-lo para reunir forças a enfrentar a doença e valorizar a vida. O telefone para ligar é simples: 188. Também é possível encaminhar um e-mail ou falar pelo chat presentes no site www.cvv.org.br. E não deixe de buscar ajuda de um psicólogo ou psiquiatra para iniciar o tratamento mais adequado para o seu estágio depressivo.

Sigam essas dicas. E por favor, não desistam dos seus sonhos, não desista de você.

 

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Publicado: 16 de September de 2020