Especialista Diogo Rodrigues explica que o consumo do cigarro provoca o envelhecimento das células cerebrais, algo que atinge diretamente a capacidade de memorização dos conteúdos.
Neste dia 29 de agosto comemora-se o Dia Nacional do Combate ao Fumo, data instituída pela lei 7.488 de 1986, que tem como objetivo reforçar as ações nacionais de mobilização da população brasileira como um todo para os danos sociais, políticos, econômicos e ambientais causados pelo consumo de tabaco.
As várias campanhas institucionais sobre os prejuízos do cigarro à saúde humana e também ao meio ambiente favorecerem na redução da quantidade de fumantes com 18 anos ou mais que vivem nas capitais e no Distrito Federal – de 16,2% em 2006 para 9,1% em 2021 – segundo dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde.
Redução existe, porém, ainda há pessoas que fazem uso desse artífice que causa dependência química e provoca uma série de doenças e danos para o usuário e para quem está à sua volta (os chamados fumantes passivos). Isso também vale para os concurseiros que consomem tanto o cigarro físico quanto o cigarro eletrônico, que tem virado uma moda entre os jovens. O relatório Covitel divulgado em abril deste ano aponta que um a cada cinco jovens do Brasil fazem uso de cigarros eletrônicos:
- Homens: 10,1%;
- Mulheres: 4,8%.
O nutricionista Diogo Rodrigues alerta às pessoas que se prepararam para concursos públicos que os cigarros físicos e os eletrônicos levam a prejuízos consideráveis para o cérebro:
“Ele aumenta o estresse oxidativo no cérebro e inicia/agrava a neuroinflamação. Essas condições clínicas causam um envelhecimento celular das células cerebrais, além de dificultar a comunicação entre os neurônios (através das fendas sinapticas), ocasionando então um efeito duplo: morte precoce de neurônios e dificuldade de comunicação cerebral. Para os concurseiros isso é péssimo!”.
O especialista em saúde pública acrescenta que o tabagismo piora a saúde dos vasos sanguíneos cerebrais e diminui o aporte de oxigênio aos tecidos, causando assim maior probabilidade de desenvolvimento de doenças neurológicas e prejuízos ao hipocampo, que é a região do cérebro responsável pelo processamento de memórias e de informações que não devem ser apagadas, especialmente aquelas que podem ser cobradas nas provas de um concurso.
Como largar o vício no cigarro
Diogo Rodrigues lembra que a nicotina é uma substância presente no cigarro e que tem o poder de causar dependência neuroquímica através de um neurotransmissor chamado dopamina (necessário para motivação e foco), e por isso, quem fuma apresenta grande dificuldade para largar o hábito de fumar.
“É importante destacar que o cigarro possui o efeito de causar dependência química também devido ao seu forte fator social, já que há lugares, ambientes, vivências e sensações que acionam o gatilho de fumar novamente, como uma reunião entre amigos, visita a um bar, pós-almoço, momentos de estresse, varanda de uma casa, janela do trabalho, consumo de álcool, entre outros. Ou seja: além da dependência da dopamina ainda existe o hábito social de fumar”, afirma o nutricionista Diogo Rodrigues.
Essa dependência não só afasta o usuário da vida social, como também atrapalha a saúde como um todo, especialmente a saúde do sistema cardiorrespiratório, e para conseguir se manter focado nos estudos para um concurso público, é preciso estar pleno físico e mentalmente.
Sabendo que o tabagismo é um inimigo direto para o seu sucesso em um concurso, é preciso encontrar meios para abandonar esse vício. E uma das orientações dadas pelo especialista é de que, uma vez criado em nossa mentalidade, o vício não pode mais ser apagado, mas é possível transformá-lo, sujando a recompensa do cigarro e questionando sempre: por que eu fumo?
Uma das melhores sugestões para largar esse vício em específico é por meio da prática de atividades físicas, pois “como os benefícios da atividade física se contrapõem aos do cigarro, a tendência é que fazendo os dois ao mesmo tempo a pessoa escolha a atividade física, já que ela traz recompensas sem trazer efeitos colaterais”.
Esse não é um processo que gera resultados do dia para noite. Dependendo da motivação do concurseiro, o hábito da prática de exercícios pode se sobrepor ao do cigarro em menos de uma semana, segundo estudos científicos. Mas é preciso enfrentar essa troca de vício com convicção e firmeza, pois os primeiros dias sem cigarro são os mais difíceis, onde a abstinência deixa maiores brechas para que esse indivíduo volte a fumar. Porém, é preciso dar o primeiro passo nessa luta interna em prol do próprio futuro:
“Então, você que quer largar o cigarro pela atividade física precisa enxergar que irá: melhorar a saúde, impulsionar seus estudos, aumentar a chance de aprovação, conquistar seus objetivos, viver mais e com maior qualidade de vida e ter mais felicidade e disposição para aproveitar suas conquistas!”.
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