Entenda como a cafeína funciona no cérebro humano e se ela é de fato uma aliada na manutenção do foco durante a preparação dos concurseiros
Há indivíduos que passam horas do dia inteiramente focados nos livros, apostilas e videoaulas, visando conquistar o tão sonhado cargo que lhe concederá a tão sonhada estabilidade no serviço público. Nessa maratona, o cansaço bate, o sono quer atrapalhar, e nada como um cafezinho para manter o estudante acordado.
Nós, brasileiros, somos a população que mais consome a bebida no mundo, segundo levantamento da Euromonitor Internacional, realizado em 2019. Em média, tomamos 839 xícaras de café por ano. Essa bebida indispensável nas manhãs de nossas residências, pode ser considerado o elixir dos estudantes, concurseiros e universitários durante a pesada rotina para adquirir conhecimento. Mas será que o café ajuda mesmo a manter a concentração nos estudos?
Segundo estudos científicos, sim, a cafeína tem esse e muitos outros benefícios ao cérebro humano, desde que em doses moderadas.
Benefícios
A FDA (Food and Drug Administration), que é uma agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos, recomenda até 400 mg diárias da bebida, equivalente a 4 ou 5 xícaras da bebida. Ingerido nessa quantidade, o café aprimora as habilidades mentais, estimula o nosso raciocínio, atenção, nossa capacidade de aprender e de tomar decisões imediatas. Ele também diminui os declínios na área cerebral recorrentes na velhice, podendo reduzir as chances de uma pessoa adquirir demência, mal de Parkinson e Alzheimer, pois estimula a memória a longo prazo. Outras doenças que pode ser evitada com a ingestão moderada de cafeína é o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e a hipertensão arterial.
Além de nos manter em alerta, o café ajuda na redução de peso, já que a bebida contém cafeína que é um termogênico natural. E contém vitaminas, sais minerais e antioxidantes que combatem os radicais livres e ajuda a nos prevenir da diabetes tipo 2, depressão, cirrose hepática e câncer de intestino e fígado.
Malefícios
Mas como toda moeda tem duas faces, o café tomado além das doses recomendadas pode trazer prejuízos à saúde e interferir na preparação do concurso.
Por ser um estimulante, a cafeína pode interferir no nosso sono, provocar insônia e nos deixar mais cansados durante o dia, provocando o efeito reverso ao concurseiro, que toma café para se manter acordado. O aumento da ansiedade é um dos gatilhos provocados pela cafeína que nos impede de dormir.
E muitos devem saber que a cafeína é uma substância que provoca dependência. E a pessoa viciada em café, ao passar um longo período sem ingeri-lo, pode sofrer com os sintomas de abstinência como dor de cabeça, fadiga, irritabilidade e até provocar dificuldade de concentração, ao invés de estimular como dissemos sobre os benefícios do café. O Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (sigla DSM em inglês) chegou perto de classificar transtorno relacionado ao consumo excessivo de cafeína como um problema de saúde mental, como o consumo de álcool.
Mas o que devo fazer em relação ao café nosso de cada dia?
É claro que tanto benefícios e malefícios variam de pessoa para pessoa. A dor de cabeça que uma pessoa sente de tanto toma café, pode não acometer outra, entre outros exemplos. O ideal é não dispensa-lo completamente da sua rotina. Basta toma-lo na quantidade adequada à sua saúde para que ele se torne um aliado na sua luta para conseguir a aprovação no concurso púbico.
E não deixes de consultar o médico, pois ele é o profissional mais adequado para indicar a quantidade de café suficiente para seu organismo.




