O Governo Federal anunciou o congelamento de R$ 15 bilhões nas despesas públicas deste ano. Segundo a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, esse contingenciamento não afetará a realização de novos concursos federais.
Em entrevista ao jornal O Globo, ela afirmou que as novas vagas estão garantidas, assim como a convocação de excedentes em concursos já realizados.
Esther Dweck mencionou também que o governo já está avaliando uma nova edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) para 2025. No entanto, ela destacou que é necessário aguardar o Orçamento do próximo ano e a adesão dos ministérios.
"A gente está estudando a possibilidade de uma nova seleção em 2025, mas depende de dois fatores, da logística e da adesão dos ministérios para a gente autorizar as vagas. Já temos uma previsão de mais concursos no ano que vem no Orçamento de 2025. Nossa ideia era talvez fazer, sim, mais um no ano que vem, talvez no mesmo período, mas a gente não bateu o martelo", afirmou a ministra.
A ministra da Gestão revelou ainda que, no Orçamento de 2025, está prevista a convocação de excedentes do Concurso Nacional Unificado deste ano e de outras seleções realizadas individualmente.
Concurso Nacional Unificado: provas serão aplicadas no dia 18 de agosto
Chamado de 'Enem dos Concursos', o Concurso Público Nacional Unificado (CNU) reúne 2.144.435 inscritos na disputa por 6.640 vagas em 21 órgãos e ministérios, abrangendo cargos dos níveis médio, médio/técnico e superior. A seleção tem organização do Ministério da Gestão em parceria com a Fundação Cesgranrio.
As provas do CNU serão aplicadas no dia 18 de agosto. Os inscritos para os blocos de nível superior (1 a 7) responderão, no turno da manhã, a 20 questões objetivas sobre Conhecimentos Gerais e uma questão dissertativa de Conhecimento Específico. Os candidatos a cargos dos níveis médio e médio/técnico (bloco 8) farão 20 questões objetivas, além de uma redação.
No turno da tarde, os candidatos dos blocos de nível superior (1 a 7), responderão a 50 questões objetivas de Conhecimentos Específicos. Enquanto os inscritos no bloco de nível médio farão mais 40 questões objetivas.
O concurso unificado contará ainda com avaliação de títulos, procedimento de heteroidentificação (candidatos negros), avaliação biopsicossocial (pessoas com deficiência) e, dependendo do cargo, curso de formação.
Vale lembrar que o concurso unificado também visará à formação de cadastro de reserva (CR), para ser utilizado durante o prazo de validade do certame, de um ano, podendo dobrar. Ao longo desse período, muitos aprovados poderão ser contratados.
Serão classificados para o CR do CNU o quantitativo de aprovados em duas vezes o número de vagas de cada bloco temático. As remunerações iniciais variam de R$4.666,24 a R$23.579,21.
Leia também - Concurso Unificado: confira o novo cronograma
Novos concursos federais já receberam autorização este ano
Este ano, o Governo Federal, por meio do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, já autorizou novos concursos federais.
O concurso para diplomatas, por exemplo, recebeu aval para 50 vagas e teve seu edital publicado.
A área ambiental também foi contemplada, com a autorização de concursos que totalizam 460 vagas distribuídas da seguinte forma:
- Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama): 260 vagas;
- Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio): 180 vagas; e
- Jardim Botânico do Rio de Janeiro: 20 vagas.
Os editais têm prazo de publicação até janeiro de 2025.
Outro concurso autorizado é o da Agência Nacional de Mineração (ANM), com 220 vagas para cargos de nível superior.
De acordo com a ministra Esther Dweck, outros concursos federais ainda serão anunciados de forma gradual ao longo deste ano. A meta do governo é abrir 20 mil vagas no setor público até o fim de 2026.
Vídeo do YouTube · toque para carregar



