O Ministério do Trabalho deve pressionar o Ministério do Planejamento nos próximos dias por um novo concurso público contemplando o órgão trabalhista. O ministro titular da pasta, Caio Luiz de Almeida Vieira de Mello, se reuniu na semana passada com representantes do Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho (Sinait) com o intuito de discutir estratégias de viabilização para a nova seleção.
A reunião contou ainda com o presidente e a vice-presidente do Sinait, Carlos Silva e Rosa Jorge, respectivamente. No encontro, além de solicitarem empenho pessoal do ministro do trabalho em conseguir autorização para o novo concurso, também foi discutida a regulamentação de um bônus de eficiência para a categoria de auditores-fiscais do trabalho. O ministro do Trabalho, por sua vez, se prontificou a se reunir pessoalmente com o ministro do Planejamento para discutir a autorização.
A situação do Ministério do Trabalho
Segundo estimativas do Sinait, baseando-se na lei que regulamenta o funcionamento do órgão, o Ministério do Trabalho se encontra atualmente com deficit de pessoal superior aos 1.300 servidores só no cargo de auditor-fiscal. O deficit representa cerca de 30% do total de auditores-fiscais recomendados pro órgão, número previsto em 3.644 servidores.
A situação é ainda mais agravada pelo fato de o último concurso da categoria ter ocorrido em 2013 oferecendo apenas 100 vagas – que, à época, nem sequer foram todas preenchidas, por falta de número de aprovados.
Contudo, ainda existe a possibilidade de o concurso ser autorizado ainda neste ano. Isso porque, além da situação delicada de deficit, o Ministério do Trabalho ainda tem dinheiro disponível em seu orçamento anual junto ao Planejamento e este trunfo pode facilitar a organização do concurso para o quanto antes.
Sobre os cargos solicitados
A solicitação de concurso do Ministério do Trabalho é para, a princípio, 2.873 vagas e já está sob análise no Ministério do Planejamento. Dentro do pedido, estão contemplados os cargos de auditor-fiscal do trabalho, agente administrativo, administrador, contador, psicólogo, engenheiro, arquivista, bibliotecário, sociólogo, estatístico, técnico em assuntos educacionais, economista e técnico em comunicação social.
As principais oportunidades do concurso serão os cargos de auditor-fiscal do trabalho (contemplado no pedido com 1.309 vagas) e agente administrativo (1.307 vagas previstas). A primeira carreira é para candidatos com diploma universitário em qualquer habilitação e garante incríveis rendimentos iniciais de R$21.487 (valor já previsto para 2019). Já a segunda é voltada para aqueles que tem apenas diploma de nível médio e estão a procura de vida financeira confortável e estável – a remuneração inicial é de R$ 3.881,97.




