Unidades Federais deverão receber mais de 4 mil vagas temporárias em meio ao crescimento de casos e mortes provocadas pelo Covid-19

Nesta segunda-feira, 11 de maio, o Ministério da Economia concedeu aval para que fossem abertas 4.117 vagas temporárias para serem ocupadas já neste mês de maio por profissionais que possam prestar assistência e apoio aos hospitais federais do Rio de Janeiro que enfrentam o aumento de pacientes infectados pelo novo Coronavírus.

Cerca de nove unidades fluminenses terão o reforço dessas vagas temporárias:

  • Hospital Federal do Andaraí;
  • Hospital Federal de Bonsucesso;
  • Hospital Federal da Lagoa;
  • Hospital Federal dos Servidores do Estado;
  • Hospital Federal de Ipanema;
  • Hospital Federal Cardoso Fontes;
  • Instituto Nacional de Cardiologia (INC);
  • Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO);
  • Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA).

O Ministério da Saúde deverá fazer a distribuição dessas mais de 4 mil vagas  de acordo com a necessidade de cada unidade. Já está definida a distribuição de vagas por cada carreira:

  • Médico (nível superior) - 1.137 vagas;
  • Enfermagem (nível superior) - 996 vagas;
  • Técnico de Enfermagem (nível médio/técnico) - 865 vagas;
  • Atividades de gestão e manutenção hospitalar, apoio técnico e diagnóstico (nível superior) - 604 vagas;
  • Atividades de suporte em gestão e manutenção hospitalar, apoio técnico e diagnóstico (nível médio) - 515 vagas.

O edital desse processo deverá ser lançado nos próximos dias, onde deverá informar como será feita a seleção dos profissionais e o valor das remunerações. Os contratos terão um prazo de seis meses, podendo ser prorrogada caso se estenda o período de calamidade pública que está vigente no país.

Vale lembrar que o Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (Sinmed), no início do mês passado, publicou uma nota de repúdio em relação a situação dramática que vive os hospitais federais do Rio de Janeiro, exigindo a “imediata realização de concurso para provimento dos milhares de postos de trabalho abandonados pelo governo”.

O Sindicato ainda ressaltou na nota o envelhecimento da força de trabalho, já que esses hospitais não realizam um concurso há mais de 30 anos e que, mesmo com a precariedade estrutural, as unidades conseguem realizar transplantes e procedimentos de alta complexidade.