Foi autorizada a realização, por parte do Ministério da Saúde, de um novo processo seletivo de funcionários temporários, voltado para o Hospital Federal do Andaraí, no Rio de Janeiro (capital). O Ministério da Economia autorizou a seleção, por meio do secretário de Desburocratização, Paulo Uebel.
A portaria autorizativa da seleção foi publicada no Diário Oficial da União, na última quinta-feira (12). O documento determina que o Ministério da Saúde deverá contratar 35 enfermeiros, para suprir demandas temporárias do hospital carioca.
Os contratos terão validade de seis meses, podendo ser prorrogados desde que justificados pelo Ministro da Saúde. Estas prorrogações só poderão ocorrer pelo prazo necessário à superação da situação de calamidade pública ou das situações de emergências. Além disso, o funcionário não poderá ultrapassar dois anos de serviço, após a primeira contratação.
O processo seletivo simplificado ainda deverá ser aprovado. O Ministério da Saúde ficou de definir ainda as remunerações dos enfermeiros e o modelo de avaliação do processo seletivo (currículo ou provas). Uma vez aprovada a seleção, o edital será elabora e publicado ainda em 2019.
Hospital do Andaraí vem apresentando grande falta de pessoalA autorização deste processo seletivo sai em meio a um processo de grande necessidade de funcionários no Hospital Federal do Andaraí. Em março de 2018, entidades de saúde já haviam denunciado a situação. De acordo com o Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro, a unidade tem grande déficit de médicos.
Representantes da Comissão de Fiscalização (Cofis) do Cremerj estiveram no hospital para uma vistoria e constataram que, em 2018, dos dos 302 leitos instalados, 61 estão bloqueados devido à falta de médicos. No CTI, cinco dos 15 leitos estavam inativos.
Em relação à enfermaria da clínica, tinham sido perdidos oito leitos, e as de cardiologia e pneumologia tinham sido extintas.
"O Hospital do Andaraí é referência no tratamento de grandes traumas e queimados e no ensino de internos e residentes em várias especialidades. Contudo, com a redução progressiva do número de médicos, leitos estão bloqueados e enfermarias importantes foram extintas. Tudo isso gera consequências muitos negativas para a formação profissional e o atendimento à população”, reforçou na época o presidente do Cremerj, Nelson Nahon





