Ministério da Saúde prepara nova seleção com 4 mil vagas para as áreas médica, de enfermagem e administrativa
Para os concurseiros que objetivam ingressar no serviço público pela área da saúde, está sendo preparado pelo Ministério da Saúde um novo processo seletivo com a oferta de 4 mil vagas a serem ocupadas nos hospitais federais na cidade do Rio de Janeiro. Esse quantitativo deve ser direcionado às áreas médica, administrativa e de enfermagem. A elaboração do edital já está nos ajustes finais, porém, o ministério está aguardando a verba que será liberada pelo governo federal para a abertura dessas novas vagas.
A Assessoria do Núcleo do Ministério da Saúde do Rio de Janeiro (Nerj) informou que estão sendo realizadas reuniões para discutir o assunto. Ainda não está definido se essas contratações serão efetivas ou temporárias, mas observado o cenário econômico atual do país, os futuros servidores atuarão por tempo determinado. Também não está definido informações básicas como cargos, requisitos para concorrer e remunerações. Segundo o canal de notícias BandNews, o edital do concurso deve sair ainda neste mês de março.
Essa recomposição no número de funcionários deve ser distribuída entre os seis hospitais federais da capital fluminense:
- Bonsucesso;
- Andaraí;
- Cardoso Fontes;
- Ipanema;
- Lagoa;
- Hospital dos Servidores do Estado.
A unidade que mais sofre com o déficit servidores é a de Bonsucesso, em que a emergência fecha frequentemente, apresenta falta de insumos e carência médica nas áreas oncológica e emergencial.
Em 2018, mais de 3 mil vagas oferecidas
O então ministro da saúde Gilberto Occhi abriu seleção para a contratação de 3.592 profissionais temporários para atuarem nos hospitais federais do Rio de Janeiro, destinando essas vagas, na ocasião, para cargos de nível médio/técnico e superior. São eles:
- Auxiliar (de laboratório, enfermagem e radiologia), assistente social, biólogo, biomédico, enfermeiro, farmacêutico, físico, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, médico, nutricionista, odontólogo, psicólogo e técnico de enfermagem.
As convocações tiveram início em junho de 2018, em contratos que iam de seis meses a dois anos, caso fossem prorrogados mediante o desempenho do profissional. Porém, isso não foi suficiente para impedir o crescimento do déficit de servidores nos hospitais da cidade.
Na época, integrantes dos corpos clínicos afirmaram que o número de profissionais contratados não supriria a demanda dos seis hospitais e dos três institutos federais do Rio. O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro (Cremerj) também constatou esse déficit de funcionários nos hospitais federais e às condições ‘desumanas’ na prestação dos cuidados médicos aos pacientes, como no hospital de Andaraí, que foi interditado parcialmente pelo Cremerj em 2019.
A Defensoria Pública da União havia entrado na Justiça contra o Governo Federal por descumprir o acordo firmado com o Ministério Público para contratar 4.040 funcionários, que pudessem cobrir o déficit desse mesmo número. O defensor público federal da época, Daniel Macedo, chegou a dizer que a unidade de Andaraí e outras cinco sob gestão federal poderiam ter seus serviços paralisados caso não houvesse novas contratações, afim de resolver algo classificado por ele como “situação de caos”.
Nesse mesmo ano, a unidade de Andaraí até autorizou a abertura de 35 vagas temporárias para enfermeiro, cujo requisito é o nível superior em Enfermagem. Os aprovados seriam contratados por apenas seis meses e os ganhos chegariam a R$2.455. Ainda assim, era um número bem insatisfatória para atender à demanda.




