O edital do próximo Concurso UFF para a área Técnico-administrativo em Educação foi divulgado na última terça-feira (13) e causou grande repercussão, pela expectativa que havia em torno da publicação. A seleção era aguardada desde o meio do ano, quando foi anunciada, e os concurseiros agora se perguntam: por onde começar os estudos?
Bom, é sempre difícil definir por onde começar os estudos, mas sem dúvidas uma parte fundamental de qualquer planejamento é a análise da última prova. Conhecer o histórico da seleção que está participando é determinante no sucesso do participante.
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Levando-se em conta que o conteúdo programático desta seleção ainda não foi definido, esta checagem se torna ainda mais fundamental. Para adiantar a sua vida, preparamos este texto esmiuçando os pontos de destaque do último edital e, principalmente, das últimas provas do Concurso UFF para TAEs.
A organização do Concurso UFF
A última seleção da UFF foi organizada no ano de 2016 pela mesma organizadora do Concurso UFF atual, a Coseac-UFF. Foram oferecidas, ao todo, 113 vagas de diversos níveis de escolaridade, tendo muitos cargos em comum com a edição atual. O cargo de assistente em administração, presente nesta seleção, também foi destaque
Os detalhes práticos da aplicação da prova se mantém praticamente os mesmos. Os candidatos em 2017 (quando a prova foi aplicada) tiveram 4 horas e 30 minutos para concluir suas provas, tendo início às 9h e se estendendo até 13h30. Os candidatos deveriam estar presentes em sala até as 8h40.
O conteúdo programático
Todos os candidatos fizeram o mesmo modelo de prova, apesar de os candidatos de nível médio/técnico terem feito as provas em um dia separado. As avaliações de todos os níveis eram compostas por 65 questões objetivas de múltipla escolha (5 alternativas) e uma redação dissertativa.
As questões foram subdivididas do mesmo modo para todos os cargos, sendo a composição das provas:
– 15 questões de Língua Portuguesa
– 15 questões de Noções Básicas de Administração Pública
– 35 questões de Conhecimentos Específicos.
É importante ressaltar que as duas primeiras etapas citadas eram de conteúdo comum a todos os cargos, sendo a parte final o verdadeiro divisor entre as diferentes carreiras. Cada cargo tinha seus próprios conteúdos de Conhecimentos Específicos e esta é a parte com mais questões nas provas, por isso deve ganhar uma atenção especial nos estudos.
Os critérios de avaliação das provas
As provas e a redação do concurso totalizavam 200 pontos. A primeira etapa, a das provas objetivas, representava 100 pontos e a segunda, da redação, representava outros 100 pontos. As questões objetivas não tinham todas o mesmo peso, sendo os pontos distribuídos em:
Parte I – Língua Portuguesa: - Composta por 15 (quinze) questões de múltipla escolha, valendo 1 (um) ponto cada questão, perfazendo um total de 15 (quinze) pontos. - Mínimo para habilitação: 8 (oito) pontos.
Parte II – Noções Básicas de Administração Pública: - Composta por 15 (quinze) questões de múltipla escolha, valendo 1 (um) ponto cada questão, perfazendo um total de 15 (quinze) pontos. - Mínimo para habilitação: 8 (oito) pontos.
Parte III – Conhecimentos Específicos: - Composta por 35 (trinta e cinco) questões de múltipla escolha, valendo 2 (dois) pontos cada questão, perfazendo um total de 70 (oitenta) pontos. - Mínimo para habilitação: 40 (quarenta) pontos.
Como se pode notar, a parte de Conhecimentos Específicos tinha peso duplo sobre as outras duas partes (comuns a todos os cargos). Sendo assim, representava 70% da nota total desta etapa.
Os critérios de avaliação da redação
A avaliação da redação, por sua vez, era dividida em três parâmetros, que totalizavam os 100 pontos em disputa. Só seriam corrigidas as provas dos classificados na primeira etapa. Candidatos que tirassem 0 eram considerados automaticamente desclassificados. A avaliação era desta forma:
a) aspectos formais da Língua Portuguesa: texto adequado à modalidade escrita culta, observando-se as normas: de pontuação, ortográficas (conforme o acordo ortográfico em vigor), de concordância nominal e verbal, de regência nominal e verbal, de flexão nominal e verbal e de emprego de pronomes. - Pontuação máxima: 30 pontos
b) aspectos textuais: estruturação de períodos e de parágrafos, observando-se a unidade lógica e a coerência das ideias entre as partes do texto; adequação ao tema proposto e ao modo de organização do discurso: descrição, narração, dissertação/argumentação. - Pontuação máxima: 30 pontos
c) aspectos discursivos: coesão textual; coerência interna e externa; concisão e clareza das ideias; aprofundamento dos argumentos utilizados; adequação semântica. - Pontuação máxima: 40 pontos
Pontuação final e critérios de desempate
Passada todo este somatório de pontos, a classificação do Concurso UFF era definida através de uma equação, que levava em consideração as duas etapas e aplicava pesagens a elas. A equação era a seguinte:
3 x (P1+P2+P3) + 2PR
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Sendo assim, a primeira etapa do concurso, a das provas objetivas, tinha peso 3 (ou representava 60% da nota total) e a etapa da redação tinha peso 2 (ou 40% da nota total). Em caso de pontuações idênticas entre dois ou mais candidatos, os critérios de desempate, em ordem importância, foram estes:
a) o maior número de pontos na Parte III – Conhecimentos Específicos;
b) o maior número de pontos na Parte IV – Redação;
c) o maior número de pontos na Parte I – Língua Portuguesa;
d) o maior número de pontos na Parte II – Noções Básicas de Administração Pública;
e) o Candidato de mais idade.
Lembrando-se da seguinte cláusula: caso o candidato tivesse 60 anos ou mais de idade, completos, no último dia de inscrições, este terá prioridade sobre os demais e o critério da idade passa a ser o primeiro de desempate.





