Especialistas falam sobre os erros de Português mais cometidos em concursos públicos

Conheça os erros de Português mais cometidos pelos concurseiros e saiba como não cometê-los na sua prova!

A Língua Portuguesa é, de fato, complexa. A grande quantidade de verbos irregulares, regras, condições, detalhes e exceções, fazem com que grande parte dos candidatos apresentem algum tipo de dificuldade na hora das provas. 

Mas, justamente por Português ser algo que a gente aprende desde criança, muita gente ainda acredita que não precisa estudar, ou que, pelo menos, não precisa estudar tanto quanto às outras matérias. Mas este é um grande engano. Dominar a língua é essencial para garantir uma boa classificação, principalmente se o concurso tiver a aplicação de provas discursivas entre suas etapas. Nesses casos, a Língua Portuguesa pode ser responsável por 50%, ou mais, da nota do candidato.

Como não queremos nada atrapalhando seu sonho de ser aprovado em um concurso público, compilamos aqui os erros de Português mais comuns entre os concurseiros para que você não cometa nenhum deles na hora da sua prova. Confira!

1 - Interpretação de enunciados e textos

Alguns candidatos possuem o hábito de não ler com atenção o enunciado das questões, seja porque não têm paciência, ou por não saberem gerenciar corretamente o tempo e ficarem com medo de não conseguirem fazer toda a prova dentro do tempo disponível. Mas este péssimo hábito pode colocar tudo a perder.

Algumas bancas costumam colocar pegadinhas nas provas. Então, se o candidato não lê atentamente, pode acabar errando algo bobo. Um erro que pode ser evitado da seguinte maneira: nunca leia uma vez só. Sempre releia o enunciado antes de marcar a resposta.

Além de ler e reler os textos e enunciados das questões, marque os verbos de comando, aqueles que diferenciam a ação esperada. Por exemplo: “comente”, “justifique”, “aborde”, “trate”. Além disso, destaque também se a questão quer que você marque a alternativa certa ou errada. 

2 - “Há” e “a”

Quando falamos, não há diferença entre “há” e “a”. Mas, na escrita, não é bem assim. “Há” é uma forma do verbo “haver”. E “a”, sem h, pode tanto se comportar como artigo, como indicador de distância ou momento no futuro. 

A melhor maneira de certificar-se que não vai cometer mais esse erro de Português é substituindo pelos verbos “fazer” ou “existir”. Assim, podemos utilizar o “há” quando indica passado ou quando o verbo haver é impessoal (sem sujeito) e possui o sentido de “existir”.

Exemplo: na sentença “Há 4 horas que espero por uma resposta.”, podemos substituir a palavra “Há” por “Faz”, sem alterar o sentido. Assim, ficaria: Faz 4 horas que espero por uma resposta.  

Exemplo: na sentença “Há um modo mais fácil de estudar Matemática.”, podemos substituir a palavra “Há” por “Existe”, também sem alterar o sentido. Assim, ficaria: Existe um modo mais fácil de estudar Matemática.

3 - Tome cuidado com a redundância do “há” e do “atrás”

Outro ponto de atenção é o uso de expressões como “Há três anos atrás”. Não é correto! Isso porque, como já dito, o “há” já denota sentido de passado. Então, o termo “atrás” torna a frase redundante.

4 - “Em cima” e “embaixo”

Este é um erro comum, que ainda confunde muita gente. “Em cima” se escreve separado; “embaixo”, junto.

Uma dica para fixar a escrita correta dessas palavras é a seguinte: faça um “V” com os dedos indicador e médio. Em cima, os dedos estão separados. Embaixo, os dedos estão juntos – assim como as palavras.

5 - Onde e Aonde

Primeiramente, é necessário entender que “onde” dá a ideia de permanência e lugar. Por exemplo: “Onde você mora?”

Logo, “onde” deve ser utilizado somente para substituir vocábulo que expressa ideia de lugar.

Em uma redação, para evitarmos a repetição do uso desses advérbios, podemos usar os seguintes pronomes relativos: ‘’em que’’, ‘’na qual’’ ou ‘’no qual’’.

Já o “aonde” é um advérbio, que deve ser utilizado quando a ideia for de movimento.

Portanto, preste atenção aos verbos, pois os que indicam movimento, tais como: ir, chegar e dirigir pedem o uso de “aonde”. Exemplo: Aonde você irá depois da aula?

6 - Mas e mais

Apesar da sonoridade parecida, essas palavras têm funções completamente distintas.

A palavra “mais” possui como antônimo o “menos”. Nesse caso, ela indica adição.

Já a palavra “mas”, pode desempenhar o papel de substantivo, conjunção ou advérbio.

Como substantivo, o “mas” está associado a algum defeito. Por exemplo: Nem mas, nem meio mas, faça já seus exercícios.

Como conjunção adversativa, por sua vez, o “mas” é utilizado quando o locutor quer expor uma ideia contrária a que foi dita anteriormente. Exemplo: Estudo há anos, mas ainda não fui aprovado em um concurso público.

Nesse caso, ela possui o mesmo sentido de: porém, todavia, contudo, entretanto, contanto que, etc.

Como advérbio, o “mas” é empregado para enfatizar alguma informação. Exemplo: Ela é muito dedicada, mas tão dedicada, que passou no concurso do INSS na primeira vez que tentou.

7 - Agente e a gente

Embora a diferenciação entre os termos pareça fácil, acredite: ainda há muito concurseiro cometendo este erro.

Em primeiro lugar, quando utilizamos o substantivo comum “agente”, queremos dizer uma pessoa que faz alguma coisa, ou seja, o agente da ação.

“Agente” pode indicar também uma pessoa que administra uma agência, um intermediário em negociações comerciais, um agente secreto ou um guarda policial. Por exemplo: Eu passei no concurso para Agente da Polícia Civil do Distrito Federal.

Já quando utilizamos a locução pronominal “a gente”, é com o significado de nós. Por exemplo: A gente estuda para concursos da área de tribunais.

Se você ainda comete algum desses erros de Português, imprima esta matéria e coloque-a na sua mesa de estudos, que é para nunca mais errar! Afinal, é o seu sonho de ser um servidor público que está em jogo. E se quer aprender mais sobre Língua Portuguesa, não deixe de baixar nosso aulão com os professores Sérgio Nogueira e Márcio Coelho!

Fale agora com um consultor!

Publicado: 10 de July de 2020