Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) anunciou, nesta quinta-feira (26), os nove blocos temáticos que irão estruturar a segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU), previsto para este ano.

A divisão temática foi apresentada durante o sorteio de reserva de vagas para cotas, realizado em Brasília, e reflete as áreas estratégicas de atuação do serviço público federal. Confira a composição dos blocos:

  • Bloco 1 – Seguridade Social: Saúde, Assistência Social e Previdência;
  • Bloco 2 – Cultura e Educação;
  • Bloco 3 – Ciências, Dados e Tecnologia;
  • Bloco 4 – Engenharias e Arquitetura;
  • Bloco 5 – Administração Pública;
  • Bloco 6 – Desenvolvimento Socioeconômico;
  • Bloco 7 – Justiça e Defesa;
  • Bloco 8 – Intermediário - Saúde;
  • Bloco 9 – Intermediário - Regulação.

Será possível concorrer a diversos cargos e órgãos, porém dentro de um único bloco temático (definição da lista de preferência), assim como aconteceu na 1a edição do CNU. As provas serão organizadas de acordo com essa divisão, o que garante maior especialização e foco nos conteúdos exigidos. A organização do certame ficará a cargo da Fundação Getulio Vargas (FGV).

Segundo o diretor de Logística do CNU, Alexandre Retamal, a estruturação em dois blocos para cargos de nível médio foi necessária para assegurar maior aprofundamento nas avaliações. A declaração foi feita durante o Seminário Internacional de Concursos Públicos, realizado no mês de junho.

“Optamos por dividir os cargos de nível intermediário em dois blocos para manter a qualidade e especificidade das provas, especialmente em áreas como Saúde”, explicou.

Especialidades de analista do INSS também foram definidas

O MGI também divulgou as primeiras especialidades contempladas para o cargo de analista do seguro social no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). As áreas inicialmente confirmadas são:

  • Serviço Social;
  • Psicologia;
  • Fisioterapia;
  • Terapia Ocupacional;
  • Tecnologia da Informação;
  • Engenharia (Civil, Elétrica, Mecânica e de Telecomunicações);
  • Contabilidade;
  • Direito;
  • Administração;
  • Estatística.

Essas especialidades foram incluídas no sorteio de reserva de vagas para ações afirmativas, o que não impede a inclusão de outras no edital, especialmente aquelas com maior número de oportunidades.

Nos casos em que há oferta reduzida de vagas, o MGI realizou sorteio público para determinar as áreas em que serão priorizadas as cotas destinadas a candidatos negros, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

A publicação do edital do CNU está prevista para ocorrer em formato unificado, com nove anexos correspondentes aos respectivos blocos temáticos.

Cronograma prevê edital em julho

Com base no cronograma divulgado pelo MGI, o edital está previsto para ser divulgado em julho, com as provas objetivas e discursivas programadas para outubro e dezembro, respectivamente. Veja a seguir o calendário previsto:

  • Edital e inscrições – julho/2025;
  • Prova objetiva – 5 de outubro de 2025, à tarde;
  • Prova discursiva para os habilitados na 1ª fase – 7 de dezembro de 2025;
  • Divulgação dos resultados – fevereiro/2026.

As 3.652 vagas do CNU serão distribuídas por 37 órgãos, autarquias e ministérios, abragendo diversas áreas. As remunerações iniciais vão variar de R$4.787,59 a R$17.726,42. 

A relação completa com a distribuição das vagas pelos 37 órgãos, autarquias e ministérios e os cargos e remunerações podem ser vistas no link abaixo:

VEJA RELAÇÃO DE ÓRGÃOS, VAGAS, CARGOS E REMUNERAÇÕES DO CNU 2025

A nova edição do CNU trará algumas mudanças em sua estrutura, comparado ao certame anterior: as 3.652 vagas serão distribuídas por nove blocos temáticos — um a mais em relação à 1a edição. Essa ampliação se deve à criação de dois blocos específicos para cargos dos níveis médio e médio/técnico.

A maior parte das oportunidades será para Brasília, mas estados como o Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e Pará também serão contemplados. 

Provas objetivas e discursivas em datas diferentes

As provas deverão ser aplicadas em 228 cidades do país, abrangendo as cinco regiões do Brasil. A novidade é que, desta vez, as avaliações objetivas e discursivas serão aplicadas em datas diferentes. A previsão é que elas ocorram nos dias 5 de outubro (turno da tarde) e 7 de dezembro, respectivamente.

Só farão a segunda aqueles que forem aprovado na primeira, dentro do limite de nove vezes a oferta de vagas por cargo, tanto para ampla concorrência quanto para o CR.

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A ministra Esther Dweck explicou que a decisão de separar a data de aplicação das provas objetivas e discursivas foi uma medida estratégica com base na experiência vivida na primeira edição do CNU.

"A gente queria ter uma prova discursiva mais longa e também ter mais questões na prova objetiva. Na nossa visão, isso vai ajudar na seleção das pessoas", justificou a ministra, destacando que os futuros candidatos do CNU 2025 podem tomar como referência de estudos o conteúdo programático da primeira edição.

Os aprovados nesta nova edição do chamado ‘Enem dos Concursos’ serão contratados pelo regime estatutário (garantia de estabilidade).

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