O Cebraspe, antiga Cespe-UnB, é uma das bancas mais relevantes no cenário dos concursos públicos do país. A banca, sediada em Brasília, é conhecida por já ter organizado dezenas de seleções federais de grande porte. Entre os concursos recentes organizados pela banca, estão os da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, do Iphan, do MPU, etc.
Por se tratar de uma das bancas mais relevantes do país, é fundamental para todo concurseiro que se preze conhecer bem o Cebraspe. Pensando nisso, e na proximidade do concurso PF, reunimos neste texto algumas das melhores dicas do nosso professor e especialista em Concurso PRF, Rodrigo Menezes, sobre como lidar com as provas de autoria do Cebraspe.
O estilo da prova
Em primeiro lugar, é preciso esclarecer o que diferencia os concursos Cebraspe dos demais. As provas objetivas da banca costumam ser constituídas de 120 questões, divididas em duas fases: a de Questões Básicas e a de Questões Específicas, com diferentes níveis de complexidade e conteúdos cobrados de uma fase pra outra.
A característica mais marcante das provas Cebraspe fica por conta do modelo de marcação. As questões objetivas trazem afirmações relacionadas ao tema tratado e pedem que o candidato marque Certo, Errado ou deixe em branco, caso não saiba.
Para cada resposta correta, o candidato ganha um ponto, e para cada erro, é descontado um ponto de sua nota. Em outras palavras, cada erro anula um acerto. Deixar a questão em branco não se configura como erro, fazendo com que a lacuna simplesmente não seja contabilizada.
Lidando com os problemas
Este modelo faz com que muitas pessoas fiquem confusas quanto ao que fazer em caso de dúvida na hora da marcação. Afinal de contas, na hora em que você não sabe se a afirmativa está certa ou errada, vale mais a pena marcar algo, correndo o risco de perder um ponto, ou deixar a questão em branco, não se comprometendo mas também não tendo chance de somar mais à nota?
Não é preciso dizer que o primeiro passo é um bom plano de estudos e muita dedicação ao longo de meses, não é mesmo? Procure, antes de qualquer coisa, praticar bastante com provas anteriores do Cebraspe, para já ir se habituando ao modelo.
Contudo, por mais bem preparado que você esteja, dúvidas são praticamente inevitáveis em uma prova de 120 questões e saber como lidar com elas nesse modelo específico de concursos pode ser a diferença entre ser aprovado ou ficar para uma próxima oportunidade.
Por esse motivo, Rodrigo Menezes aconselha que os candidatos afastem o nervosismo e a insegurança. Antes de começar a prova, respire fundo, adote uma postura confiante, fale consigo mesmo “eu estou preparado, essa vaga vai ser minha!”, tenha a atitude de quem vai para uma batalha e está decidido a vencer.
A ciência já comprova que este tipo de comportamento aumenta os níveis de testosterona no sangue, que por sua vez ajuda a melhorar a capacidade de tomar decisões em momentos de grande importância.
Passada esta preparação mental, vamos pensar em termos práticos sobre a questão das dúvidas. Existem dois tipos de questões em que candidatos ficam em dúvidas: aquelas das quais se tem noção do assunto e aquelas das quais não se tem noção nenhuma.
No primeiro caso, o candidato estudou aquele conteúdo, está bem preparado, mas algum detalhe escapou à memória na hora e ele não consegue se sentir seguro do que está marcando. Neste tipo de situação, Rodrigo sugere que o candidato confie na sua intuição e marque algo, uma vez que um completo leigo em qualquer questão de Certo e Errado tem 50% de chances de acertar e 50% de errar.
Partindo-se do princípio de que você estudou corretamente para a prova, as suas chances de acertar qualquer questão do tipo são muito maiores do que de errar. No resultado final, arriscar neste tipo de situação certamente te renderá mais ganho de pontos do que perda, uma vez que as suas chances de acertar são maiores que 50%.
Mas e na outra hipótese, quando candidato não faz ideia do que marcar na questão, ou por não ter estudado aquele tópico ou por não ter tido tempo de ler/desenvolver a questão? Bom, para estes casos, que não devem representar mais do que 10 a 15% da prova de um aluno bem preparado, Rodrigo apresenta uma técnica de chute baseada em estatísticas.
Deixe as questões que você realmente não sabe em branco até o final e vá resolvendo a prova. Ao fim, você deve ter cerca de 10 a 15 questões em branco. Então, conte em quantas questões você já marcou Certo e em quantas marcou Errado até ali. Se a soma estiver desequilibrada para um lado, por exemplo, se tiverem seis questões marcadas como Certo a mais do que marcadas como erradas, marque todas as que sobraram como Errado.
Rodrigo explica que a tendência é de que, das 120 questões, 60 sejam Certo e 60 sejam Errado. Sendo assim, quando você não faz ideia do que marcar, é melhor seguir uma linha única de respostas que vá aproximar as questões do equilíbrio entre Certo e Errado.
Marcando tudo Certo ou tudo Errado nestas que sobram, você terá, além dos 50% de chance de acertar qualquer múltipla-escolha, a maior probabilidade de as respostas caírem para a alternativa que aparece menos, fazendo com que você some alguns pontos positivos no fim das contas.
Assista também ao vídeo do próprio professor Rodrigo Menezes detalhando o que você precisa saber sobre o Cebraspe (antigo Cespe-UnB):
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