No último domingo, dia 9, em entrevista ao programa Brasil em Pauta, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, garantiu que um novo concurso para analistas de Políticas Sociais já está no radar do Governo Federal.

De acordo com a ministra, a seleção, inicialmente prevista para ter aval em 16 de junho, dentro de um grande pacote de concursos federais, tem sido cobrada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva. 

“O presidente me cobrou, ao vivo, praticamente. Eu estava na coletiva de imprensa de anúncio de concursos e ele me ligou e falou que faltavam duas áreas que não estavam lá realmente e vão sair em breve. Tinham Ministérios mais transversais, como Igualdade Racial, Povos Indígenas, Direitos Humanos. Ele cobrou muito Ibama. Eu expliquei que já tinha um concurso em aberto, mas a gente vai fazer um novo e a gente deve soltar em breve também dos analistas de política social, que é para trabalhar nesses ministérios da área social que cresceram de importância no governo atual e precisam de gente para trabalhar”, explicou Dweck.

Apesar da confirmação por parte da ministra, ainda não há informações sobre o número de vagas e perspectivas de edital e provas. 

Conforme a Lei nº12.094, a carreira de analista de Políticas Sociais exige diploma de graduação em nível superior e habilitação específica, conforme as atribuições do cargo em cada área de especialização. As remunerações iniciais são de R$8.400,36, incluindo o vencimento básico recém-reajustado, Gratificação de Desempenho de Atividades em Políticas Sociais e auxílio-alimentação de R$658. 

Trata-se de uma carreira transversal, ou seja, os integrantes podem ser lotados em diferentes ministérios, autarquias e fundações da União, conforme a necessidade. Segundo a ministra Esther, os aprovados no próximo concurso deverão ser alocados nos novos ministérios criados pelo governo Lula, como o da Igualdade Racial e Povos Indígenas. 

O Governo Federal já autorizou concursos para outras duas carreiras transversais. São 300 oportunidades para analista de Infraestrutura (AIE) e 300 para analista em Tecnologia da Informação (ATI).

LEIA TAMBÉM:
Concurso Ibama: ministra da Gestão garante nova autorização

Saiba como foi o último concurso para analista de Políticas Sociais

O último concurso para a carreira de analista de Políticas Sociais ocorreu em 2012, com organização da Escola de Administração Fazendária (ESAF). Na época, foram disponibilizadas 825 vagas, distribuídas entre as seguintes áreas:

  • Assistência Social: 77 vagas;
  • Educação: 30 vagas;
  • Gestão Social: 248 vagas;
  • Previdência: 20 vagas; e
  • Saúde: 450 vagas.

A prova objetiva contou com 130 questões, sendo 70 de conhecimentos básicos e 60 de conhecimentos específicas. Em conhecimentos básicos, a distribuição foi a seguinte:

  • língua portuguesa - 15 questões, com peso 2;
  • inglês - 5 questões, com peso 1;
  • gestão de pessoas - 5 questões, com peso 2;
  • direito público - 15 questões, com peso 1;
  • políticas públicas - 10 questões, com peso 2;
  • economia brasileira contemporânea - 10 questões, com peso 2;
  • realidade brasileira - 10 questões, com peso 2.

Os melhores classificados ainda foram convocados para a prova discursiva. Foram exigidos: o desenvolvimento de um texto com o mínimo de 40 e em um máximo de 60  linhas, e resolução de uma questão problema, em um mínimo de 15 e em um máximo de 30 linhas, observados os roteiros estabelecidos na prova. 

O concurso também apresentou prova de títulos, em que os participantes puderam ganhar pontos ao comprovarem especializações acadêmicas e experiência profissional.