A Fundação Getúlio Vargas, a famosa FGV, é uma das bancas organizadoras mais tradicionais do mercado de concursos, atuando na área há mais de 30 anos. A instituição foi responsável por seleções importantes que ocorreram nos últimos anos e já está confirmada como organizadora de uma grande seleção que vem por aí: o Concurso DPE-RJ.


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Um dos grandes terrores daqueles que fazem concursos públicos da banca FGV é a parte de redação. Muitos concorrentes até conseguem ir muito bem nas provas objetivas, mas veem sua aprovação ou convocação derrubadas pelo mau desempenho na nota da redação. A escrita é um grande obstáculo para maior parte das pessoas e a FGV é uma banca exigente neste sentido.


Sabendo que o ano de 2019 certamente virá repleto de concursos públicos com provas de redação elaboradas pela FGV, consultamos a nossa professora de Língua Portuguesa da Degrau, Tatiana Rodrigues. Confira as dicas da nossa especialista para estruturar corretamente sua redação, não perder pontos bobos e garantir sua aprovação onde quiser!


Desenvolvendo sua argumentação


Em relação ao desenvolvimento da argumentação e das ideias do texto, Tatiana destaca alguns pontos importantes. Em primeiro lugar, é muito importante que o candidato não siga modelos de redação prontos, com frases feitas ou ideias já incessantemente utilizadas em textos dissertativos que se encontra na internet. “Se tem buscado originalidade nos textos, então o ideal é o aluno fugir de clichês nas redações”.


No mais, é preciso ter em mente que o que é cobrado em redações é o desenvolvimento do tema e que para isso é preciso propor soluções lógicas e bem fundamentadas para o problema proposto pela banca na prova. “Quando a pessoa escreve uma solução, ela tem que pensar que alguém vai contrapor aquilo ali, um opositor que diga ‘e se acontecer uma outra coisa?’. Se ela consegue responder a estas oposições hipotéticas, aí ela desenvolveu bem a solução”.


Em suma, é preciso não só apontar uma solução qualquer, mas pensar no cenário como um todo que está sendo afetado pelo problema.


Norma-padrão da Língua Portuguesa


O segundo ponto ao qual Tatiana chama atenção é o uso correto da norma-padrão da Língua Portuguesa. A FGV é uma banca que preza bastante pelas regras de gramática e pela obediência à ortografia vigente. Por isso, os candidatos precisam estar sempre atentos aos detalhes, como acentuação, pontuação, concordância, uso da crase, etc.


Um ponto importante que a professora destaca, e que normalmente não recebe muita atenção, é o da separação de sílabas. “As pessoas não sabem separar sílaba, ou por algum motivo acham que separação silábica é um tópico menor, quando na verdade ela não deveria ter esse preconceito. Pode ser que, chegando ao fim de uma linha, precisem separar sílaba e descubram que não sabem fazer isso. É preciso treinar essa parte, não é bobeira”.


Organização visual da redação


Não é só de bons argumentos e uso correto da norma-padrão da língua que se conquista as maiores notas em um concurso da FGV. Leva-se bastante em consideração a estrutura visual do texto, ou seja, a facilidade de leitura da redação.


Nesse aspecto, Tatiana destaque é preciso estar atento a alguns erros comuns. Em primeiro lugar, evite ao máximo as rasuras; se muito necessário, risque de leve a palavra e escreva ao lado. Evite também utilizar o espaço das linhas de modo irregular, não escrevendo até o fim da margem direita, pois isso passará a ideia de que você não sabe separar sílabas corretamente. Procure deixar o texto “justificado”. E por último, mas não menos importante, esteja atento à legibilidade da sua letra, sobretudo nas palavras chaves do desenvolvimento da sua ideia.


Uso do vocabulário e da pontuação


A nossa professora de Português destacou a importância de utilizar um vocabulário rico e variado na redação da FGV. Repetições constantes de termos como “que”, uso apenas de ponto final e vírgula, sem outras variações, uso de poucas palavras, entre outras atitudes, prejudicam bastante a nota final do candidato.


Além disso, Tatiana ressalta que para se ter um vocabulário rico não é necessário apelar para termos rebuscados ou orações estruturadas de modo muito complexo. A chance de cometer erros aumenta e o entendimento do texto por parte do leitor diminui. “É importante não confundir pobreza de vocabulário com simplicidade de vocabulário. É preciso escrever muito bem de forma simples e objetiva.”


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