Principais bancas organizadoras se posicionam favoráveis à manutenção das provas previstas para as próximas semanas mesmo diante dos índices de contaminação pela Covid-19.
2022 começou com um novo inimigo sanitário a ser combatido pela sociedade: a circulação da variante Ômicron. Essa cepa da Covid-19, apesar de provocar sintomas leves da doença é mais fácil de transmissão e, com isso, o número de contaminados vem batendo recorde todos os dias. A média móvel de casos no Brasil é de 188.451 dos últimos 14 dias, segundo dados atualizados pelo Consórcio de veículos de imprensa a partir de dados das secretarias estaduais de Saúde.
Apesar da onda de casos da Ômicron indicar uma estabilização para os primeiros dias deste mês de fevereiro, a quem teme que o calendário de provas dos concursos aos quais estão inscritos sejam alterados, ou mesmo têm receio de perderem as provas por quê testaram positivo para a Covid-19, já que o protocolo adotado pela maioria dos órgãos públicos impede que os candidatos nessa condição se dirijam aos locais de prova.
Qual o posicionamento das empresas que organizam esses certames sobre o atual momento da pandemia? Elas pensam em postergar a realização das provas mais para frente para evitar os riscos de contaminação pela Ômicron? Quais os protocolos de segurança em caso de manutenção das provas? Veja o que as principais bancas responderam:
Cebraspe
A banca dos concursos da Petrobras e do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro afirmou que seguirá “aperfeiçoando seus protocolos de saúde na aplicação de provas e inovando, de forma a garantir a execução dos eventos sob sua responsabilidade com a excelência pela qual é reconhecido e com total segurança para todos que participam das avaliações”.
O Cebraspe explicou que desde 2020, quando a Pandemia estourou em todo o mundo, vem adotando várias medidas sanitárias para que nenhum candidato ou colaborador esteja exposto ao coronavírus:
“Ao longo dos meses, o Centro vem acompanhando as orientações das autoridades de saúde relacionadas ao enfrentamento da pandemia e o cenário da doença no Brasil e atua na realização de campanhas informativas e mobilização das partes envolvidas na aplicação por meio de capacitações periódicas. O Centro também reforça junto aos candidatos para que todos fortaleçam os esforços de prevenção à Covid-19”.
Idecan
O Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional afirmou que continuará atenta aos desdobramentos da pandemia, mas que confia nos protocolos de segurança que vem adotando em concursos passados. Portanto, não há intenção de adiamentos, como no caso do concurso de 312 vagas temporárias para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE):
“Para evitar a transmissão do novo Coronavírus, a banca exige o uso de máscaras durante toda a permanência nos locais de prova; as salas e outras dependências passam por reforço na higienização e recebem um público 40% menor do que a capacidade máxima; todos são submetidos a aferição de temperatura corporal e a limpeza das mãos por álcool 70% logo na entrada”, afirmou a banca.
Idib
A avaliação do Instituto de Desenvolvimento Institucional Brasileiro também é o de não adiar as provas, reforçando que, desde o início da pandemia, adota uma série de protocolos orientados pelas autoridades de saúde pública para que os candidatos prestem os exames de forma tranquila e segura. E para a empresa, essas medidas não serão extintas:
"O Idib nunca abdicou da obrigatoriedade do uso de máscaras faciais em todos os seus eventos, e mantém a higienização e desinfecção dos locais de provas com a pulverização de produtos químicos utilizados em ambientes hospitalares, a aferição da temperatura corporal dos participantes, o oferecimento de álcool gel e de tapetes sanitizantes na entrada. Além disso, cuidamos para garantir o distanciamento mínimo de dois metros entre as pessoas. Com todos esses cuidados, podemos cumprir o calendário dos concursos”.
IBFC
Outra banca que compartilha do mesmo pensamento das bancas citadas anteriormente é o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC). Ela forma o trio de organizadoras do Concurso IBGE 2022, com 1.812 vagas temporárias disponíveis. Veja o posicionamento da empresa:
“Para a realização dos nossos concursos evidentemente serão necessárias medidas de segurança e proteção coletiva. Cabe salientar que as autoridades competentes poderão promover novas orientações de segurança que também serão respeitadas. Os procedimentos que serão adotados pelo IBFC, nas provas que estão agendas serão:
- Exigir a utilização de máscaras tanto dos nossos colaboradores quanto dos candidatos presentes nos locais de prova;
- Higienização dos locais de prova e utilização de álcool em gel durante a aplicação;
- Redução do quantitativo de candidatos alocados em cada sala para redução da aglomeração;
- Disponibilização de equipe específica de fiscalização e orientação dos candidatos;
- Pulverização dos locais de prova, evitando aglomeração de muitos candidatos em um mesmo prédio”.
Um detalhe importante não foi citado pelas empresas que se posicionaram sobre o assunto: o Passaporte da Vacina. Em alguns editais de convocação para os exames objetivos, está se exigindo que o candidato apresente na entrada do local de prova o comprovante de vacinação, como é o caso das provas deste domingo, dia 6 de fevereiro, para técnico da necropsia da Polícia Civil do Rio de Janeiro. A expectativa é de que essa seja a tendência tanto das provas dessa corporação como de outros órgãos públicos.




