Ministério da Gestão convoca entidades para reunião na sexta-feira, dia 10, para definir o percentual do reajuste salarial que será concedido aos servidores federais.
As discussões a respeito do reajuste salarial que será concedido aos servidores de órgãos e autarquias federais estão perto de serem concluídas. Esperava-se que isso acontecesse em um encontro agendado para última terça-feira, 7 de março, entre entidades que representam os servidores e membros do Governo Federal. No entanto, esse encontro foi desmarcado e, agora, ele irá ocorrer na próxima sexta-feira, dia 10.
A convocação para essa nova reunião foi feita pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, que é a pasta criada no Governo Lula para cuidar dos assuntos que são de interesse do serviço público federal, e que contará com a participação também de membros do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate).
O objetivo é chegar a um percentual do reajuste que fique entre o valor proposto pelo Governo Federal, que é de 7,8%, e a contraproposta feita pelos servidores, que é de 13,5%. O importante, para o Fonacate, é que os servidores federais possam ter seus salários reajustados em relação à inflação, algo que vem sendo pleiteado há bastante tempo:
“São 7 anos ou 5 anos, a depender da carreira no Poder Executivo Federal, sem recomposição salarial, mais de 30% de inflação. Temos pressa em virar essa página triste da história recente do serviço público”, afirmou o presidente do Unacon Sindical, Bráulio Cerqueira, através de uma rede social.
Apesar da reunião de terça-feira ter sido desmarcada, as entidades que defendem os servidores públicos federais mantiveram o ato intitulado como “Dia Nacional de Protestos pela recomposição emergencial”, em que foi levantada a hashtag #RecomposiçãoJá no Twitter, a fim de chamar a atenção da sociedade sobre a urgência em recompor os salários e valorizar ainda mais os agentes públicos.
Em uma transmissão feita pelo Youtube, o presidente do Fonacate e da Federação Nacional dos Auditores de Controle Interno Público (Fenaud), Rudinei Marques, pontuou que a contraproposta feita pelas entidades, de 13,5%, seria suficiente para repor parte das perdas acumuladas nos últimos anos.
“Esperávamos que até aqui poderíamos ter chegado a um entendimento, uma vez que o percentual que solicitamos não é tão distante do que foi ofertado e pode ser comportado no Orçamento”, declarou Rudinei.
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O presidente dessas federações reconheceu o esforço para promover o reajuste do auxílio-alimentação, mas cobrou que o atual Governo Federal avance ainda mais concedendo o reajuste sobre os salários, pois, na visão dele, não impactaria nos gastos públicos e poderia ser feito ao longo dos quatro anos de mandato do Presidente Lula.
Em um encontro anterior com membros da Fonacate, o secretário de Gestão de Pessoas e Relações do Trabalho, Sérgio Mendonça havia demonstrado que entendia como urgente a demanda de fechar um valor para o reajuste salarial o mais rápido possível. Caso seja definida na reunião da próxima sexta-feira, 10 de março, o acordo passa a valer a partir de abril, com o reajuste sendo aplicado sobre os salários dos atuais servidores a partir de maio.




