Cláudio Castro, governador interino do estado do Rio de Janeiro, se mostra favorável ao servidor público e deve privilegiar concursos na área de segurança. Confira também um perfil sobre ele.

O Estado do Rio de Janeiro mais uma vez se vê envolto a escândalos de corrupção. Na última sexta-feira (28/08), Wilson Witzel foi afastado do cargo de governador do Rio por determinação do Supremo Tribunal de Justiça, suspeito de fazer parte de um esquema de corrupção na compra de respiradores e na construção dos hospitais de campanha. Ele é o sexto governador a ser investigado por ações criminosas.

Quem assumiu o posto de governador foi Cláudio Castro, o vice de Witzel. Inclusive, Castro está entre os investigados por esse esquema de corrupção. Toda a população fluminense, em destaque, os concurseiros, querem saber quem é Claudio Castro e o que ele propõe para o Estado enquanto estiver no mandato.

Perfil de Cláudio Castro

Antes de assumir o cargo de vice-governador, Cláudio Castro era vereador no Rio de Janeiro, foi chefe de gabinete na Câmara de Vereadores do município. Diferente do governador afastado, Castro não possui perfil bélico, se mostra contra as políticas de segurança que estavam em vigor, como as tão criticadas operações policiais nas favelas. Outros especialistas avaliam o perfil de Cláudio Castro como pacificador, que deve trilhar um caminho mais suave para a sua administração.

O governador interino declarou que lamenta tudo o que aconteceu no dia 28, que tem ciência da investigação sobre ele, mas que está à disposição para colaborar com as investigações e diz acreditar na Justiça e na garantia ao direito de defesa a todos os envolvidos para a devida apuração dos fatos ocorridos.

Castro e os concursos públicos

Lá em 2018, na época das eleições, Cláudio Castro havia dito que os próximos concursos públicos deveriam considerar a situação de recuperação fiscal em que se encontra o Rio de Janeiro. Ainda assim, mostrou-se favorável à valorização do servidor público e declarou que a área mais necessitada por contratação é a de segurança pública, com a intenção inicial de contratar mais de três mil agentes de segurança no primeiro ano de governo, o que acabou não acontecendo.

Agora, na função de governador interino, Castro afirmou que respeitará o estado do Regime de Recuperação Fiscal, mas realizará as reposições nos cargos públicos conforme houver necessidade, contratando novos servidores sem prejudicar a folha de pagamento:

Como nós pensamos em fazer cortes profundos em cargos comissionados, provavelmente sobrará recursos para que a gente faça essas reposições”, afirmou o governador.

Sobre os servidores públicos, o chefe interino do Estado deixou claro que a prioridade é garantir o pagamento dos salários dos servidores públicos e também a reposição salarial. Veja o que ele disse:

O servidor do Estado sofreu muito nos últimos anos com atraso de pagamentos, com a falta de reposição salarial, de modo que se sente desmotivado. Na área da Saúde, por exemplo, quem é de OS ganha fortuna e o servidor público nem sequer tem sua reposição”.

 Valorização dos órgãos de segurança pública

Um dia antes de assumir o governo do Rio de Janeiro de maneira interina, Cláudio Castro participou de uma reunião com a presença do secretário da Polícia Civil, Flávio Brito, o da Polícia Militar, Rogério Figueiredo, o de Administração Penitenciária, Alexandre Azevedo de Jesus e também o Comandante-Geral do Corpo de Bombeiros, coronel Roberto Robadey.

Na reunião, os líderes debateram a respeito de estratégias que fortaleçam as ações de combate à criminalidade no Estado e Castro declarou que a Polícia Civil e Militar deve trabalhar de forma conjunta para garantir a segurança da população e a reduzir a violência.

Ele ainda não se posicionou oficialmente sobre o futuro dos concursos da Polícia Civil e da Polícia Militar, mas é bem provável que a realização desses concursos sejam incluídas na política de prioridades à área de segurança pública.

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