Nesta quarta-feira, 13 de dezembro, a ministra responsável pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), Esther Dweck, voltou a falar sobre o Concurso Nacional Unificado (CNU). Em entrevista concedida ao Jornal PT Brasil, ela compartilhou informações detalhadas sobre a estrutura das provas.

A ministra enfatizou que os participantes serão submetidos a avaliações abrangentes, divididas entre provas objetivas gerais e específicas, organizadas por blocos temáticos. Adicionalmente, os candidatos realizarão provas discursivas sobre Conhecimentos Específicos.

“Nas provas gerais, vamos perguntar sobre realidade brasileira, sobre a ética pública. Para as pessoas entenderem que elas estão vindo para tratar do Brasil, cuidar dos problemas brasileiros. Elas vão ser servidores, vão servir a população brasileira”, detalhou.

Esther destacou ainda que os inscritos deverão realizar as provas específicas, incluindo as discursivas, relacionadas ao bloco temático de sua escolha.

“Dentro de cada área, vão ter questões específicas. Para ver o conhecimento da pessoa naquela área para qual ela está fazendo o concurso também. Estamos preocupados em captar pessoas que tenham vocação com conhecimento amplo e específico na sua área, que é algo muito importante”.

Em outubro, o secretário de Gestão e Inovação do Governo Federal, Roberto Pojo, antecipou a intenção de reduzir a ênfase na memorização e na "decoreba" de conteúdos nas provas. Pojo explicou que, nos concursos atuais, as questões específicas relacionadas a leis são frequentemente cobradas, mesmo que esse conhecimento nem sempre seja aplicado no dia a dia do trabalho.

"A orientação é modificar esse 'decoreba' para algo que seja capaz de capturar outras habilidades, capacidade cognitiva, e muito mais do que o ferramental", disse o secretário à Folha de São Paulo.

Oferta de 6.640 vagas em vários cargos

Fonte do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos informou à reportagem da DEGRAU CULTURAL que as inscrições do Concurso Nacional Unificado serão abertas em janeiro. Já o edital está em fase final de elaboração pela Fundação Cesgranrio e deverá ser divulgado na semana que vem, ou seja, entre os dias 18 e 22 de dezembro.

O edital do CNU trará 6.640 vagas em diversos cargos dos níveis médio, médio/técnico e superior. As remunerações chegam a R$23.579,71.

O cronograma inicialmente divulgado pelo MGI, antes da definição da Cesgranrio como organizadora, era o seguinte:

  • Edital - dia 20 de dezembro
  • Provas - Até março de 2024
  • Resultado final - Até maio de 2024
  • Curso de formação (quando for cabível) - Até julho de 2024
  • Posse dos aprovados – Até agosto de 2024.

Com a definição da organizadora, as datas do cronograma estão sendo revistas e podem acontecer alterações. De certo, é que o edital sairá na semana que vem, como mais chances de isso acontecer a partir de quarta, dia 20.

CNU tem como objetivo centralizar os concursos autorizados pelo Governo Federal neste ano, unificando a aplicação das provas em cerca de 180 cidades pelo país.

Essas avaliações serão compostas por provas objetivas – abrangendo um bloco comum a todos os candidatos e um bloco com abordando conhecimentos específicos – e provas discursivas (também tratando de temas específicos).

No entanto, dependendo do órgão e ministério, outras etapas poderão ser incluídas, tais como avaliação de títulos, prova oral, defesa de memorial, curso de formação e etc.

Provas serão aplicadas em 180 cidades

CNU marca uma mudança fundamental na busca por democratizar o acesso ao serviço público, tornando as provas mais acessíveis e disponíveis. Elas serão aplicadas em 180 cidades do país.

Além disso, o CNU dará a possibilidade de um candidato concorrer a vagas em mais de um cargo e órgão, pagando apenas uma taxa de inscrição, ampliando assim as oportunidades de ingressar no serviço público federal.

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As provas ocorrerão em um domingo, nos turnos da manhã e da tarde. As avaliações seguirão o seguinte padrão:

  • Provas objetivas de aplicação comum a todos;
  • Provas objetivas e dissertativas específicas por blocos temáticos.

As provas objetivas de aplicação geral abrangerão temas como valorização do ethos público (vocação para servir e trabalhar como servidor público), realidade brasileira e das relações entre Estado; e relação das políticas públicas e o desenvolvimento nacional.

Além das provas objetivas e discursivas, a primeira etapa do CNU contará também com perícia médica e o procedimento de verificação de cotas (avaliação biopsicossocial e heteroidentificação). Já a segunda será composta por avaliação de títulos.

Todos os órgãos e ministérios que participarão do CNU serão distribuídos por blocos temáticos, que deverão ser os seguintes:

  • Administração e Finanças Públicas;
  • Agricultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário;
  • Dados, Tecnologia e Informação Pública;
  • Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação;
  • Políticas Sociais; Justiça e Saúde;
  • Setores Econômico, Infraestrutura e Regulação;
  • Trabalho e Previdência;
  • Nível intermediário.

Veja distribuição das 6.640 vagas por órgão

Os 22 órgãos e ministérios confirmados no CNU são os seguintes:

  • AGU (Advocacia Geral da União) – 400 vagas;
  • Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) – 40 vagas;
  • Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) – 30 vagas;
  • ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) – 35 vagas;
  • Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) – 502 vagas;
  • IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – 895 vagas;
  • Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) – 742 vagas;
  • Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) – 50 vagas.
  • Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) – 80 vagas;
  • Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) – 440 vagas;
  • MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) – 900 vagas;
  • MS (Ministério da Saúde) – 220 vagas;
  • MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) – 110 vagas;
  • MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) – 296 vagas;
  • MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) – 130 vagas;
  • MinC (Ministério da Cultura) – 50 vagas;
  • MEC (Ministério da Educação) – 70 vagas para ATPS;
  • MDHC (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania) – 40 vagas;
  • MPI (Ministério dos Povos Indígenas) – 30 vagas;
  • MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento) – 60 vagas;
  • MGI (Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos) e as carreiras transversais – 1.480 vagas;
  • Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) – 40 vagas.

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