Fonte do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI)informou à reportagem da DEGRAU CULTURAL que as inscrições do Concurso Nacional Unificado (CNU) serão abertas em janeiro.
Já o edital está em fase final de elaboração pela da Fundação Cesgranrio e deverá ser divulgado na semana que vem, ou seja, entre os dias 18 e 22 de dezembro.
Oferta de 6.640 vagas em vários cargos
O edital do CNU trará 6.640 vagas em diversos cargos dos níveis médio, médio/técnico e superior. As remunerações chegam a R$23.579,71.
O cronograma inicialmente divulgado pelo MGI, para o CNU, antes da definição da Cesgranrio como organizadora, era o seguinte:
- Edital - dia 20 de dezembro
- Provas - Até março de 2024
- Resultado final - Até maio de 2024
- Curso de formação (quando for cabível) - Até julho de 2024
- Posse dos aprovados – Até agosto de 2024.
Com a definição da organizadora, as datas do cronograma estão sendo revistas e podem acontecer alterações. De certo, é que o edital sairá na semana que vem, como mais chances de isso acontecer a partir de quarta, dia 20.
O CNU tem como objetivo centralizar os concursos autorizados pelo Governo Federal neste ano, unificando a aplicação das provas em cerca de 180 cidades pelo país.
Essas avaliações serão compostas por provas objetivas – abrangendo um bloco comum a todos os candidatos e um bloco com abordando conhecimentos específicos – e provas discursivas (também tratando de temas específicos).
No entanto, dependendo do órgão e ministério, outras etapas poderão ser incluídas, tais como avaliação de títulos, prova oral, defesa de memorial, curso de formação e etc.
Provas serão aplicadas em 180 cidades
O CNU marca uma mudança fundamental na busca por democratizar o acesso ao serviço público, tornando as provas mais acessíveis e disponíveis. Elas serão aplicadas em 180 cidades do país.
Além disso, o CNU dará a possibilidade de um candidato concorrer a vagas em mais de um cargo e órgão, pagando apenas uma taxa de inscrição, ampliando assim as oportunidades de ingressar no serviço público federal.
As cidades de aplicação de prova são as seguintes:
O estudo técnico do MGI, que serviu de base para a elaboração do termo de referência do CNU, aponta que as provas objetivas e discursivas serão aplicadas em 180 cidades. São elas:
REGIÃO SUDESTE
Rio de Janeiro
Cabo Frio;
Campos dos Goytacazes;
Rio de Janeiro;
Volta Redonda.
São Paulo
Araçatuba;
Bauru;
Campinas;
Itapeva;
Marília;
Piracicaba;
Presidente Prudente;
Ribeirão Preto;
São José do Rio Preto;
São José dos Campos;
São Paulo;
Sorocaba;
Espírito Santo
Cachoeira do Itapemirim;
Colatina;
São Mateus;
Vitória.
Minas Gerais
Almenara;
Araçuaí;
Araxá;
Belo Horizonte;
Curvelo;
Diamantina;
Divinópolis;
Governador Valadares;
Ipatinga;
Ituiutaba;
Janaúba;
Januária;
Juiz de Fora;
Lavras;
Montes Claros;
Muriaé;
Paracatu;
Passos;
Patos de Minas;
Pirapora;
Pouso Alegre;
Teófilo Otoni;
Uberaba;
Uberlândia.
REGIÃO SUL
Paraná
Cascavel;
Curitiba;
Guarapuava;
Londrina;
Maringá;
Paranaguá;
Ponta Grossa;
Umuarama;
Rio Grande do Sul
Bagé;
Caxias do Sul;
Passo Fundo;
Pelotas;
Porto Alegre;
Santa Cruz do Sul;
Santa Maria;
Santo Ângelo;
Uruguaiana;
Santa Catarina
Caçador;
Chapecó;
Criciúma;
Florianópolis;
Joinville;
Lages;
REGIÃO NORTE
Acre
Cruzeiro do Sul;
Rio Branco.
Amazonas
Coari;
Itacoatiara;
Lábrea;
Manaus;
Manicoré;
Parintins;
São Gabriel da Cachoeira;
Tabatinga;
Tefé.
Amapá
Laranjal do Jari;
Macapá;
Oiapoque;
Pará
Altamira;
Belém;
Bragança;
Breves;
Cametá;
Itaituba;
Marabá;
Monte Alegre;
Oriximiná;
Paragominas;
Parauapebas;
Redenção;
Santana do Araguaia;
Santarém;
São Félix do Xingu;
Tucuruí.
Rondônia
Ariquemes;
Ji-Paraná;
Porto Velho;
Vilhena;
Roraima
Boa Vista;
Rorainópolis.
Tocantins
Araguaína;
Gurupi;
Palmas;
REGIÃO NORDESTE
Alagoas
Arapiraca;
Maceió.
Bahia
Barreiras;
Bom Jesus da Lapa;
Brumado;
Eunápolis;
Feira de Santana;
Guanambi;
Ilhéus;
Irecê;
Itaberaba;
Jacobina;
Jequié;
Paulo Afonso;
Ribeira do Pombal;
Salvador;
Teixeira de Freitas;
Vitória da Conquista.
Ceará
Crateús;
Fortaleza;
Iguatu;
Juazeiro do Norte;
Quixadá;
Sobral;
Maranhão
Bacabal;
Balsas;
Caxias;
Chapadinha;
Imperatriz;
Pinheiro;
Presidente Dutra;
Santa Inês;
São Luís.
Paraíba
Campina Grande;
João Pessoa;
Patos;
Sousa.
Pernambuco
Caruaru;
Garanhuns;
Petrolina;
Recife;
Serra Talhada.
Piauí
Bom Jesus;
Corrente;
Floriano;
Parnaíba;
Picos;
Teresina.
São Raimundo Nonato;
Rio Grande do Norte
Caicó;
Mossoró;
Natal;
Sergipe
Aracaju;
Itabaiana;
REGIÃO CENTRO-OESTE
Distrito Federal
Brasília.
Goiás
Catalão;
Goianésia;
Goiânia;
Iporá;
Itumbiara;
Mineiros;
Porangatu;
Rio Verde.
Mato Grosso do Sul
Campo Grande;
Corumbá;
Dourados;
Três Lagoas.
Mato Grosso
Alta Floresta;
Barra do Garças;
Cáceres;
Cuiabá;
Rondonópolis;
Sinop;
Tangará da Serra.
Leia também – Concurso Fiocruz: saem editais para 300 vagas
As provas ocorrerão em um domingo, nos turnos da manhã e da tarde. As avaliações seguirão o seguinte padrão:
- Provas objetivas de aplicação comum a todos;
- Provas objetivas e dissertativas específicas por blocos temáticos.
As provas objetivas de aplicação geral abrangerão temas como valorização do ethos público (vocação para servir e trabalhar como servidor público), realidade brasileira e das relações entre Estado; e relação das políticas públicas e o desenvolvimento nacional.
Além das provas objetivas e discursivas, a primeira etapa do CNU contará também com perícia médica e o procedimento de verificação de cotas (avaliação biopsicossocial e heteroidentificação). Já a segunda será composta por avaliação de títulos.
Todos os órgãos e ministérios que participarão do CNU serão distribuídos por blocos temáticos, que deverão ser os seguintes:
- Administração e Finanças Públicas;
- Agricultura, Meio Ambiente e Desenvolvimento Agrário;
- Dados, Tecnologia e Informação Pública;
- Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação;
- Políticas Sociais; Justiça e Saúde;
- Setores Econômico, Infraestrutura e Regulação;
- Trabalho e Previdência;
- Nível intermediário.
Veja distribuição das 6.640 vagas por órgão
Os 22 órgãos e ministérios confirmados no CNU são os seguintes:
- AGU (Advocacia Geral da União) – 400 vagas;
- Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) – 40 vagas;
- Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) – 30 vagas;
- ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) – 35 vagas;
- Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas) – 502 vagas;
- IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) – 895 vagas;
- Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) – 742 vagas;
- Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) – 50 vagas.
- Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) – 80 vagas;
- Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) – 440 vagas;
- MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) – 900 vagas;
- MS (Ministério da Saúde) – 220 vagas;
- MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços) – 110 vagas;
- MCTI (Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) – 296 vagas;
- MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) – 130 vagas;
- MinC (Ministério da Cultura) – 50 vagas;
- MEC (Ministério da Educação) – 70 vagas para ATPS;
- MDHC (Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania) – 40 vagas;
- MPI (Ministério dos Povos Indígenas) – 30 vagas;
- MPO (Ministério do Planejamento e Orçamento) – 60 vagas;
- MGI (Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos) e as carreiras transversais – 1.480 vagas;
- Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) – 40 vagas;
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