Senado Federal nomeia os primeiros classificados em analista legislativo, após homologar todo o concurso de 700 vagas para cargo de nível superior.

Na última semana, o concurso do Senado Federal com 1.002 vagas totais (22 imediatas e 980 para cadastro de reserva) foi homologado somente na função de analista legislativo, cargo de nível superior. Após isso, o órgão já nomeou os primeiros 122 classificados, convocando de uma só vez os 12 aprovados nas vagas imediatas e mais 110 selecionados pelo cadastro de reserva, do total de 688 vagas previstas em edital.

Aqueles que ingressarão no quadro de analistas do Senado e passarão a receber remuneração mensal de R$26.880,04.

A única área do cargo que não teve nomeações foi a de Registro e Redação Parlamentar, em função dela ainda se encontrar na fase da prova prática/taquigrafia. Os demais cargos do concurso de 2022 do Senado Federal ainda estão com etapas em andamento:

- Técnico Legislativo (policial legislativo): exame de sanidade física e mental; teste de aptidão física; exame psicotécnico; sindicância de vida pregressa e investigação social.

- Consultor Legislativo: prova de títulos.

- Advogado: prova de títulos.

Assim que a Fundação Getúlio Vargas, organizadora do concurso, divulgar os resultados definitivos de todas essas etapas, o Senado Federal também poderá homologar a seleção para esses cargos e nomear os classificados de acordo com as vagas oferecidas em edital:

Cargos

Vagas imediatas

Cadastro de Reserva

Remuneração*

Técnico Legislativo | Policial Legislativo

7

173

R$20.410,07

Advogado

1

19

R$34.443,96

Consultor legislativo

2

100

R$34.443,96

Valores incluem R$982,28 de auxílio-alimentação.

Candidatos criticam resultado da prova discursiva após recursos

Mas o resultado final da seleção para analista do Senado Federal está gerando polêmica. Isso porquê, após a análise dos recursos da prova discursiva, muitos candidatos perceberam que recursos concedidos pela FGV para essa etapa concederam entre 40 e 60 pontos, sendo que o máximo a ser obtido era de 80 pontos.

Na avaliação de especialistas, a concessão de tantos pontos por recurso é capaz de modificar completamente a lista de classificação no concurso, beneficiando uns e prejudicando outros:

"Critico aqui a correção vergonhosa que esse concurso teve, já que para ter uma avaliação tão grande nas notas é porque a primeira correção foi uma vergonha. Não existe outra palavra para isso. Critico também a transparência do concurso ao passar as informações", afirmou o professor Pedro Campos, de Raciocínio Lógico.

Alguns participantes do certame que entraram com recurso pelo resultado negativo na etapa discursiva reclamaram da FGV em função dela conceder deferimento de questão com ponto não atribuído e também de modo contrário: alguns com recurso indeferido e com pontuação concedida.

Também foram registraram questionamentos sobre respostas idênticas nas provas discursivas, mas que tiveram resultados finais totalmente distintos entre candidatos, fora questões em que o candidato respondeu utilizando sinônimos do espelho de correção e, mesmo assim, teve a questão reprovada pela organizadora. A FGV se pronunciou sobre essa situação através do portal do concurso de analista legislativo:

“A Fundação Getúlio Vargas informa que devido a problemas técnicos na página de consulta a resposta dos recursos, a mesma precisou ser retirada do ar e atualizada na manhã de hoje, 17 de janeiro de 2023. Em razão disso, alguns candidatos acessaram informações incompletas. Os candidatos que interpuseram recursos já poderão acessar a página para devida visualização da resposta a partir das 15h. A indisponibilidade e a atualização da referida página não têm qualquer impacto sobre as notas e o resultado final publicado”.

O Senado, por sua vez, afirmou o seguinte: “as notas das provas discursivas foram revisadas quando da interposição de recurso pelos candidatos, na forma do item 15.3.7 do Edital nº 1, de 22 de agosto de 2022".

 

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