Governador Cláudio Castro autoriza a Secretaria Estadual de Educação RJ a nomear 246 professores do concurso de 2013 e 91 selecionados em 2014.

Na edição desta quarta-feira, 17 de maio, do Diário Oficial do Estado, o governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro assinou a autorização para que a Secretaria Estadual de Educação pudesse nomear aprovados nos concursos de 2013 e de 2014 para professor de 18h e professor de 30h semanais:

LISTA DE NOMEADOS DO CONCURSO SEEDUC RJ 2013 E 2014 (da pg. 2 até 7)

Segundo a publicação, foram nomeados um total de 337 professores selecionados nesses dois concursos, distribuídos da seguinte forma:

- 165 aprovados no concurso 2013 – professor 18h;

- 75 aprovados no concurso 2014 – professor 18h;

- 81 aprovados no concurso 2013 – professor 30h;

- 16 aprovados no concurso 2014 – professor 30h.

Esses aprovados irão atuar em unidades escolares presentes em municípios de todas as regiões do estado do Rio de Janeiro, com destaque para a capital fluminense, Duque de Caxias, São João de Meriti, Petrópolis, Nova Iguaçu, São Gonçalo, entre outras.

A publicação não informa quando esses novos professores terão de se apresentar à Seeduc para ocuparem as vagas que conquistaram, algo que deve acontecer nos próximos dias.

A nomeação dos excedentes nos últimos concursos para docentes de 18h e 30h é uma das reivindicações do Sindicato Estadual dos Professores de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Sepe) que lidera a greve dos professores da rede estadual de ensino, que teve início no último dia 11 de maio, após assembleia entre professores e servidores da área de apoio.

Greve na educação pode acelerar lançamento de novo edital

Outra demanda dos grevistas é a abertura imediata de um novo concurso público para professores, algo que vem sendo prometido pelo Governo Estadual RJ desde 2021, mas que até agora não se concretizou.

A reportagem da DEGRAU CULTURAL já realizou diversos contatos com a Secretaria Estadual de Educação para obter informações sobre os preparativos desse novo concurso, mas, a princípio, ainda não há novidades. O que se sabe é que a secretaria precisará convocar todos os aprovados nos concursos de 2013 e 2014.

Ainda assim, o certame segue confirmado e expectativa é de que possa ser aberto no segundo semestre deste ano, oferecendo as prometidas 303 vagas para professores nas seguintes áreas do conhecimento:

Disciplina

Vagas

Artes

13

Biologia

8

Pedagógicas

5

Educação Física

15

Espanhol

18

Filosofia

29

Física

24

Geografia

27

História

23

Inglês

20

Matemática

32

Português

32

Química

27

Sociologia

27

Total

300

Acredita-se que as três vagas que restam pertençam à disciplina de Ciências, mas a secretaria ainda não confirmou essa informação.

A expectativa é de que a greve dos docentes obrigue o governo estadual a acelerar os preparativos para lançar o quanto antes o edital do concurso Seeduc RJ.

Por fim, os manifestantes buscam conseguir o pagamento piso nacional para os profissionais da educação, que é de R$4.420,55. Esse valor é bem maior do que o vencimento base concedido a professores da rede estadual de educação do RJ com carga de 18 horas semanais (R$1.588) e para os servidores administrativos que ganham, segundo o sindicato, um piso de apenas R$802, valor este inferior ao salário mínimo.

Em nota divulgada em seu site, o sindicato que representa a classe de professores do Rio de Janeiro informou que houve uma reunião com a secretária estadual de Educação, Roberta Pontes, e representantes da Casa Civil, no último dia 10 de maio. Na ocasião, governo apresentou ao sindicato seu projeto de incorporar o piso nacional do magistério, contudo, esse não incorpora o piso a todas as carreiras, apenas reajusta os salários que estão abaixo do piso sob a forma de abono.

Na visão do Sepe, o piso deveria ser implementado a partir do vencimento inicial da carreira e ser adequado proporcionalmente aos demais níveis, cumprindo o que manda o atual Plano de Carreira da categoria. Acontece que a proposta do Poder Executivo, segundo o Sepe, haveria reajuste salarial apenas para 33% dos aposentados e 42% dos servidores que estão na ativa. Os sindicalistas avaliam que o projeto do governo, além de ser ilegal, é um ataque ao Plano de Carreira dos profissionais de educação.

Enquanto não houver um novo acordo entre o Governo do Estado e os profissionais da educação, a greve na rede estadual de ensino continua, sem prazo para se encerrar.

 

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