Vice-presidente do Sindifisco Nacional, Nathália Saraiva, revela que Fundação Getúlio Vargas foi a banca escolhida para organizar a seleção de 699 vagas. Edital daqui a um mês e provas em dezembro.

Novidades importantíssimas sobre o concurso público da Receita Federal. A vice-presidente do Sindifisco Nacional, Nathália Nobre Saraiva, revelou nesta quarta-feira, 17 de agosto, o nome da banca escolhida para organizar o concurso de auditores-fiscais e analistas-tributários: será a Fundação Getúlio Vargas. A informação foi passada para a auditora da Receita através do deputado federal Luís Miranda.

A FGV já vinha sendo a banca mais cotada para organizar essa seleção, mesmo o próprio Sindifisco tendo desmentido à equipe de reportagem da DEGRAU CULTURAL a respeito de uma suposta imagem de um comunicado que teria partido do sindicato para os seus afiliados e que começou a circular pelos grupos de WhatsApp.

Nathália informou também nesta quinta-feira que o edital do concurso de 699 vagas será publicado em cerca de um mês, ou seja, em meados de setembro. E que as provas objetivas serão aplicadas, possivelmente, na primeira quinzena de dezembro, sendo que a parte discursiva das avaliações não acontecerá no mesmo dia que a parte objetiva. Segunda ela, as avaliações discursivas deverão acontecer somente em janeiro de 2023.

Nos próximos dias, o contrato de trabalho entre o fisco e a organizadora será assinado, com o extrato sendo publicado no Diário Oficial da União. Nathália indicou ainda que o projeto básico do concurso da Receita, documento que serve como espelho do que será o edital do certame, poderá estar disponível ao público também muito em breve.

Déficit está em quase 20 mil servidores

Nathália Saraiva destacou o quanto a autorização dada pelo Ministério da Economia ao concurso da Receita Federal foi importante diante do grave déficit existente no fisco. Atualmente, o órgão trabalha somente com 40% do quadro total de auditores e analistas. Ela revelou a quantidade de vacâncias que cada carreira apresenta:

  • Auditor-Fiscal: 12 mil cargos vagos;
  • Analista-Tributário: 7 mil cargos vagos.

Com quase 20 mil cargos não-ocupados, certamente que 699 vagas não serão suficientes para minimizar o atual déficit, obrigando a Receita Federal a buscar o aval da área econômica para chamar mais aprovados que ficarem no cadastro de reserva.

Nathália pontuou que o Sindifisco Nacional recebeu a promessa do Governo Federal de realizar concursos de forma recorrentes, sem que a Receita passe um longo período sem contratações:

“Independente do Governo que seja eleito, o Sindifisco Nacional vai, sim, buscar a realização de um novo concurso para o quanto antes”, acrescentou Nathália.  

Dentro do total de vagas que será oferecido no próximo concurso, 469 serão para analista-tributário e 230 para auditor-fiscal. Os dois cargos exigem nível superior em qualquer área de graduação e as remunerações serão de R$12.142,39 e de R$21.487,09, respectivamente. A maior parte dessas vagas será destinada para a região de fronteira territorial.

Estrutura das provas trará novidades

Além de informar a previsão de quando os candidatos serão avaliados, a vice-presidente do Sindifisco revelou aos concurseiros que a estrutura das próximas provas deverá sofrer alterações em relação às últimas provas, aplicadas em 2015. Porém, ela não informou quais mudanças serão implementadas e nem se haverá inclusão ou exclusão de alguma disciplina.

Com relação à data de aplicação das provas, havia um temor de que elas não pudessem acontecer ainda neste ano, já que no último trimestre de 2022, diversas provas de grande porte já estão agendadas em todo o país, além de eventos como as eleições, Enem e a final da Copa do Mundo, há grandes chances de a Receita Federal deixar as avaliações para o início de 2023.

Porém, Natália Saraiva foi informada através do deputado Luís Miranda que as provas objetivas vão acontecer mesmo na primeira quinzena de dezembro, com a etapa discursiva acontecendo somente em 2023.

Para quem for prestar o próximo Concurso da Receita Federal, ainda vale a pena se preparar com base nas últimas provas, mas já tendo ciência de que mudanças virão:

Provas de Analista Tributário em 2012 (135 questões):

- 75 questões de Conhecimentos Básicos: 20 de Português, dez de Inglês ou Espanhol, dez de Raciocínio Lógico-Quantitativo e 25 de Direito Administrativo e Direito Constitucional, dez de Administração Geral;

- 60 de Conhecimentos Específicos: 20 de Direito Tributário, dez de Contabilidade Geral e 30 de Legislação Tributária e Aduaneira.

A prova para quem optou pela área/especialidade de Informática, ao invés das 30 questões abordarem Legislação Tributária e Aduaneira, a banca do certame as substituiu por 30 questões de Informática. Os candidatos também passaram por avaliação dissertativa e a uma etapa de sindicância de vida pregressa.

Prova de Auditor-Fiscal em 2014 (140 questões):

- 70 questões de Conhecimentos Gerais: 20 de Língua Portuguesa, dez de Inglês ou Espanhol, dez de Raciocínio Lógico-Quantitativo, dez de Administração Geral e Pública, dez de Direito Constitucional e dez de Direito Administrativo;

- 70 questões de Conhecimentos Específicos: 15 de Direito Tributário, dez de auditoria, 20 de Contabilidade Geral e Avançada, dez de Legislação Tributária e 15 de Comércio Internacional e Legislação Aduaneira.

Além disso, os candidatos também fizeram uma prova discursiva e passaram por sindicância de vida pregressa.

 

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