Centro de Tecnologia de Informação e Comunicação do RJ compõe o grupo de trabalho que irá levantar dados sobre o atual quadro de pessoal.
O presidente do Centro de Tecnologia de Informação e Comunicação do Estado do Rio de Janeiro (Proderj), Flávio Sebastião Rodrigues da Silva, assinou uma portaria em que instituiu a formação de uma comissão organizadora que será responsável por avaliar a quantidade cargos que estejam vagos no órgão, a fim de identificar a necessidade por mais servidores que deverá ser suprida somente por meio de um novo concurso público.
De acordo com o documento publicado no Diário Oficial do Estado desta quinta-feira, 17 de novembro, caberá ao grupo de trabalho “disseminar estudos e impulsionar levantamentos, como medidas preparatórias à elaboração de certame”. Caso não haja qualquer tipo de empecilho judicial, a Proderj poderá publicar um edital voltado para o provimento de cargos efetivos.
Essa comissão organizadora será formada pelos seguintes integrantes:
- Jamille Naíra Torezani Kede – presidente da comissão;
- Carolinne Scoralick Sousa Lisboa;
- Carlos Roberto Gonçalves Viana Filho;
- Rodrigo Lopes Xavier;
- Daniel Luzente de Lima.
Esses servidores terão um prazo de, no máximo, 30 dias contados desde a publicação da portaria nesta quinta-feira, para apresentar um relatório com todas as informações levantadas acerca do atual quadro de pessoal da Proderj.
Vale lembrar que em abril do ano passado, a autarquia também havia formado uma comissão organizadora a fim de realizar uma avaliação do atual quadro de pessoal, para realizar um concurso que é aguardado desde 2019 e que constava no orçamento estadual de 2021.
Proderj está há 20 anos sem realizar concurso público
Em 2014, a Proderj estava se organizando para abrir um concurso para até 150 vagas em cargos dos níveis médio e superior. Porém, a seleção não saiu do papel, mesmo apresentando, na época, cerca de 70% do quadro de pessoal já reunia condições para se aposentar.
Espera-se que com o relatório a ser divulgado pela nova comissão organizadora revele uma situação ainda mais dramática no efetivo da Proderj. Afinal, ela é um dos órgãos da estrutura governamental do Rio de Janeiro que está a mais tempo ser contratar novos servidores efetivos. O último certame ocorreu em 2002, quando foram oferecidas oportunidades de trabalho para os cargos de administrador, analistas de sistemas, auditor, programador de sistemas, técnico de suporte e técnico em contabilidade.
Também em 2014, a Justiça havia determinado a abertura de um concurso para o preenchimento de 131 vagas de analista de sistemas, cargo de nível superior, com remuneração de R$5.246,60 no início da carreira. No entanto, o Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro também havia feito um apontamento para que a autarquia preenchesse as vacâncias surgidas somente após o início do Regime de Recuperação Fiscal (RRF).
Pelos apontamentos do TCE-RJ, depois que o Estado do RJ entrou no Regime Fiscal, a Proderj apresentava 28 cargos vagos (até 2014), sendo: nove de assistente administrativo (nível médio e remuneração de R$2.615,99); 15 de técnico de suporte, comunicação e processamento (nível médio; R$2.615,99); uma de economista (nível superior; R$5.391); e três de programador de produção; computação e desenvolvimento (nível superior; R$4.582,72).
Porém, não se tem informações se qualquer uma dessas vacâncias foram preenchidas.




