No último concurso para técnico, das 60 questões da prova, 20 foram de Língua Portuguesa. Veja dicas da professora Fernanda Santos!
No concurso passado para técnico processual da Procuradoria Geral do Estado do Rio de Janeiro (PGE-RJ), realizado em 2009, a disciplina de Língua Portuguesa foi a que contou com o maior número de perguntas. Foram 20 de um total de 60 da prova do concurso PGE RJ. Por isso, que, pretende participar da nova seleção não pode ‘dar bobeira’ e precisa dar a devida importância que a matéria merece.
Mas qual a melhor forma de se preparar em Língua Portuguesa para o concurso PGE RJ? Para responder a essa pergunta, a reportagem da Degrau Cultural entrevistou a professora Fernanda Santos. Segundo ela, os futuros candidatos devem iniciar os estudos da disciplina por fonologia, para em seguida avançar para morfologia, sintaxe e estudo do texto.
"Além disso, é necessário criar um planejamento de estudos que envolva o cronograma das matérias do concurso. É preciso estudar a parte teórica, partir para os exercícios de fixação e, depois, para as questões de concursos. Paralelo a isso, estabeleça metas plausíveis, faça estudo de bancas pautado em provas anteriores, construa resumos e mapas mentais no caderno, revise os conteúdos e não deixe de praticar muitas questões e simulados", explicou a professora, recomendando que os candidatos tomem como base o programa do concurso de 2009.
Apesar da necessidade de estudar com afinco e foco, Fernanda Santos afirma que o candidato não pode negligenciar o equilíbrio emocional. "É fundamental reservar um tempo para fazer algo de que goste e para estar com pessoas pelas quais nutre apreço. Além disso, avalie sempre o processo, destacando os pontos positivos e negativos. Caso haja necessidade, reajuste as estratégias adotadas."
Segundo a professora, que leciona na Degrau Cultural, atualmente, é uma tendência das grandes bancas organizadoras de concurso realizar questões gramaticais aplicadas ao texto. Por isso, Fernanda Santos diz que o candidato não pode desvincular o entendimento do texto ao estudo da gramática. "Dessa forma, o concurseiro estará preparado e seguro para enfrentar as questões de prova."
No que tange à parte textual a professora explica que o candidato do concurso PGE RJ precisa reconhecer os comandos das questões e saber diferenciar compreensão (extrair informações do próprio texto) e interpretação textual (ir além das informações veiculadas pelo texto por meio de inferências e deduções).
“Podem ser destacados, ainda, os seguintes aspectos que envolvem o estudo do texto: estrutura (identificação de temática, objetivo do texto, tipologia/gênero textuais), significação contextual de palavras e expressões, coesão e coerência (principalmente os mecanismos de referenciação), uso da linguagem e relações de sentidos entre termos, frases e parágrafos”, citou.
Saiba o que priorizar em gramática
Em relação à gramática, Fernanda Santos aponta que os assuntos que vêm sendo mais cobrados em provas são os seguintes: reescrita de frases, crase, concordância, processos coesivos (principalmente pronome oblíquo átono, relativo, demonstrativo e conectivos), regência, estruturação sintática do período, pontuação e valor semântico da conjunção.
Por fim, a professora explica que, neste primeiro momento, onde a organizadora não foi ainda escolhida, o candidato do concurso PGE RJ deve realizar questões de provas de várias bancas, tais como Fundação Carlos Chagas, Cebraspe, Cesgranrio, FGV e Vunesp. “Avalie os perfis das grandes bancas e realize muitas questões e simulados. Dessa forma, você estará confiante e preparado para encarar a prova. Ao liberar o edital, o aluno precisará lapidar os seus conhecimentos sobre os assuntos com base nos raciocínios dos comandos das questões da banca selecionada.”
Edital é apenas uma questão de tempo
A abertura do concurso PGE RJ para técnico processual e analista processual é apenas uma questão de tempo. Com a autorização do governador Cláudio Castro, a direção-geral da PGE RJ agora acelera os procedimentos burocráticos para que o edital possa ser divulgado até dezembro, como prevê o procurador-geral Bruno Dubeux.
O primeiro grande passo é a elaboração do termo de referência do concurso. Esse documento, que traz os principais detalhes da seleção, regerá o processo de escolha da organizadora da seleção. Quando estiver pronto, será encaminhado para as instituições interessadas em receber as inscrições e aplicar as provas do certame, de forma que elas possam fazer as suas propostas.
A organizadora que oferecer a melhor proposta e apresentar a melhor técnica deverá ser a escolhida pela PGE-RJ. Como o edital deverá sair até dezembro, a tendência é que a banca seja escolhida, no máximo, até o início de novembro. O procurador-geral tem como meta aplicar as provas objetivas no primeiro trimestre de 2022.
O concurso PGE RJ terá oferta inicial de 12 vagas, sendo duas de técnico processual (antigo técnico assistente de procuradoria) e dez de analista processual (antigo técnico superior de procuradoria). A primeira carreira exige o nível médio e tem remuneração de R$5.150. Já a segunda requer graduação em Direito, e os ganhos são de R$6.990. Os dois valores já incluem R$1.290 de auxílios alimentação e refeição.
Além das 12 vagas imediatas, o concurso visará à formação de cadastro de reserva, de forma que mais aprovados poderão ser chamados durante o prazo de validade do certame, que deverá ser de dois anos, podendo dobrar.
Vale também destacar que a PGE-RJ tem um déficit de 180 técnicos processuais e 250 de analistas processuais. Essa defasagem consta, segundo o procurador-geral do estado, na nota técnica que embasou o processo que deu origem ao pedido de concurso encaminhado ao governador Cláudio Castro.
O último concurso PGE RJ aconteceu em 2009. Na época, os candidatos a técnico assistente de procuradoria, que é o atual técnico processual, foram avaliados por meio de 60 questões, sendo 30 de Conhecimentos Básicos (Português e Informática) e 30 de Conhecimentos Específicos (Direito Administrativo, Direito Constitucional e Direito Processual).
Já para técnico superior de procuradoria, que é o atual analista processual, foram cobradas 70 questões, sendo 25 de Português e 45 de Conhecimentos Específicos (Direito Administrativo, Direito Constitucional e Direito Processual).




