Realizado entre 2008 e 2009, último concurso para a área de apoio da Procuradoria-Geral do RJ ofereceu 129 vagas, sendo a maioria para técnico processual.
No início de 2022 deverá ser lançado um novo edital para a Procuradoria-Geral do Estado do Rio de Janeiro, desta vez, com 12 oportunidades imediatas para cargos da área de apoio: duas vagas para técnico processual, duas para analista contábil, duas para analista de sistemas e seis para analista processual.
Segundo informações passadas pela Assessoria de Imprensa da PGE-RJ à reportagem da DEGRAU CULTURAL, o termo de referência deverá ser concluído ainda neste mês de novembro, trazendo uma prévia do que será o próximo edital para a área de apoio. Porém, como o órgão ainda precisa escolher uma banca organizadora, o edital deve ficar para o ano que vem.
Até isso acontecer, o concurseiro que sonham em ingressar na Procuradoria-Geral do Estado não pode ficar de braços cruzados esperando o edital ser para começar a preparação. O último edital para a área de apoio, por mais que ele tenha acontecido há cerca de doze, ele é ainda é a melhor referência para quem deseja estudar com antecedência e necessita de mais informações sobre como a PGE-RJ contrata os aprovados.
Se você não se lembra o que aconteceu no último Concurso PGE-RJ para a área de apoio, relembre? Se você sequer sabe sobre ele, fique atento às informações que serão detalhadas nesta matéria.
1 – Número de vagas e cargos contemplados
Entre 2008 e 2009, a PGE-RJ colocou na rua um concurso com total de 129 vagas imediatas. Dessas, 40 foram para técnico assistente de procuradoria (atual técnico processual), carreira que exigiu e continua exigindo nível médio de escolaridade.
O órgão também ofereceu oportunidade para quem já havia concluído o ensino superior. Nesse caso, os cargos disponíveis na época eram para técnico superior nas especialidades de Administrador, Análise Contábil, Análise de Sistemas e Métodos, Bibliotecário, Médico, Procuradoria, Perícias e Avaliações Imobiliárias. Atualmente, essa carreira passou a ser chamada de analista processual.
2- Local de atuação dos servidores
A seleção 2008/2009 destinou as oportunidades de trabalho para a sede da PGE fluminense, ou seja, no Rio de Janeiro, e também para a Brasília. Confira como era a distribuição de cargos entre as sedes:
Rio de Janeiro: Técnico assistente de procuradoria; Técnico administrador; Técnico análise contábil; Técnico de análise de sistemas e métodos; Técnico bibliotecário; Técnico médico; Técnico superior de procuradoria; Técnico superior de perícias e avaliações imobiliárias.
Brasília: Técnico assistente de procuradoria e Técnico superior de procuradoria.
3- Como eram as remunerações?
Os salários de 2009 nem chegam perto do que é concedido hoje pela Procuradoria-Geral do Estado. Há doze anos, um técnico assistente recebia ganho mensal no valor de R$2.389,38. Em 2021, esse mesmo profissional receberá R$5.150.
Já a remuneração de R$2.942,23 era a concedida para o antigo técnico superior, atual analista processual. Quem sair aprovado no próximo certame, receberá R$6.990.
Atualmente, junto aos vencimentos-básicos, os técnicos e analistas processuais recebem ainda R$1.290 de auxílio-alimentação e refeição, além de terem direito a receber gratificações e benefícios como o auxílio-escolar, de R$1.601, e o auxílio-saúde, de R$1.689.
4 – Estrutura das provas
Essa informação é a mais buscada por quem almeja conquistar uma vaga na PGE-RJ e que quer ganhar tempo se preparando com antecedência para essa seleção: como foram as últimas provas objetivas.
As provas aplicadas de 2009 consistiram na resolução de 60 questões (para técnico assistente) e 70 questões para os cargos de nível superior. Essas questões versavam sobre as seguintes disciplinas:
Nível médio: 30 questões de Conhecimentos Gerais (Português e Noções de Informática) e mais 30 de Conhecimentos Específicos.
Nível superior: 25 questões de Português e 45 de Conhecimentos Específicos.
Cada acerto na parte de Conhecimentos Gerais valia um ponto, enquanto na parte Específica, eram atribuídos dois pontos cada resposta certa. Para ser habilitado nesse certame, o candidato teria que obter 180 pontos ou mais. O método utilizado para calcular os pontos conquistados na prova era o seguinte:
- Somou-se o total de acertos de cada candidato em cada prova;
- A média obtida era calculada com o desvio padrão dos acertos de todos os candidatos em cada prova;
- Transformou-se o total de acertos de cada candidato em nota padronizada (NP). Para isso calcula-se a diferença entre o total de acertos do candidato na prova (A) e a média de acertos do grupo da prova (B). Assim, dividia-se a diferença pelo desvio padrão do grupo da prova, multiplicava o resultado por 10 e soma-se mais 50 pontos.
5 – Nota de corte para técnico assistente
No último concurso, os candidatos ao cargo de nível médio tinham que atingir a nota de 223,09, sendo que o mínimo sugerido pelo edital era de 180 pontos para classificação. Ou seja, era preciso atingir mais 43,09 pontos do que o necessário para avançar no concurso.
6 – Total de convocados
Apesar de ter oferecido 129 vagas, a Procuradoria-Geral do Estado contratou 344 aprovados, segundo dados da Assessoria de Comunicação do órgão. Esse número representa mais de 100% das oportunidades especificadas no edital. A maior parte dos convocados foi para o cargo de técnico processual, com 136 aprovados, seguido bem de perto por analista processual, com 131 novos servidores.




