A carência de funcionários da área de apoio da Polícia Federal tem estado em pauta nas últimas discussões da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef). A entidade informou que trabalha em um estudo para levantar o total de cargos vagos na área administrativa da PF, que não recebe concurso público desde 2013.

O presidente da Fenapef, Luís Antônio Boudens, alertou para o déficit crescente de pessoal e para a importância dos profissionais das chamadas atividades-meio da Polícia Federal:

"Temos ampla necessidade de reposição de servidores administrativos nas unidades onde são executadas atividades de controle e fiscalização, como portos, aeroportos e fronteiras. Além disso, também nas delegacias, onde há múltiplas demandas nos setores de controle de produtos químicos e de segurança privada, passaporte e imigração, bem como do trabalho essencial desses profissionais nos setores de logística, contratos, telecomunicações e de recursos humanos."

Atualmente, segundo a federação sindical, a Polícia Federal atua com cerca de 3 mil servidores administrativos. Deste quantitativo, 679 já reúnem condições para solicitar aposentadoria, o que deve ocorrer com ainda mais frequência em caso de aprovação da Reforma da Previdência. Segundo Boudens, o ideal seria a contratação de 5 mil novos servidores da área.

"Na reunião mais recente, esse número foi repetido e a direção-geral do órgão prometeu empenho máximo para que o quantitativo de servidores do Plano Especial de Cargos seja restabelecido".

PF planeja lançar pedido de concurso com 2 mil vagas

O Concurso PF para área de apoio não deve ficar só no plano das ideias. A corporação federal se vê fortalecida, depois do anúncio de que todos os aprovados no último Concurso PF para agentes serão convocados, e a Fenapef já anunciou que finaliza o estudo para encaminhar o pedido de Concurso PF para a área de apoio, oferecendo 2 mil vagas.

Diversas figuras públicas influentes já declararam apoio à organização de uma nova seleção para a área administrativa da Polícia Federal. O grande destaque foi o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do Presidente da República (Jair Bolsonaro) e ex-agente PF. Ele elogiou a medida da Fenapef em seu twitter:

"Agentes administrativos, excedentes de concursos ou futuros concursos são bem vindos. Feliz em ver que as notícias dos 100 dias de governo Bolsonaro vão nesta direção. A PF é essencial no combate a corrupção!" disse o congressista em um tweet.

O cargo, da área de apoio administrativo, requer apenas formação de nível médio. As remunerações iniciais, por sua vez, são bastante atrativas: R$4.710,76, já contando com o auxílio-alimentação de R$458.

Último Concurso PF para área de apoio foi realizado em 2013

A última seleção organizada pela Polícia Federal para cargos da área de apoio foi realizado em 2013, quando foram oferecidas 566 vagas para carreiras de níveis médio e superior. O concurso foi organizado pela banca Cespe-UnB (atual Cebraspe), como de costume, e a validade expirou em junho de 2018.

Do quantitativo de vagas, a grande maioria, 534, foram destinadas ao cargo de agente administrativo, para diversos estados e o Distrito Federal. O restante das oportunidades se destinou aos cargos de nível superior de engenheiro (11), assistente social (7), contador (5), administrador (4), psicólogo (3) e arquivista (2).

 

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