Tem novidade no concurso MPU! A comissão responsável pelo concurso dentro do órgão revelou nesta terça-feira, 24, que o órgão já trabalha na seleção da banca organizadora da nova seleção. Dentre as candidatas que já enviaram propostas oficiais de provas, as mais cotadas para a preparação do concurso são o Cebraspe (antiga Cespe-UnB) e a Fundação Carlos Chagas (FCC).


A oferta de vagas de preenchimento imediato foi definida em duas, uma para Técnico Administrativo e outra para Analista de Direito. Apesar de pequeno, o número não deve ser motivo de desânimo.


Pode-se observar o exemplo do último concurso do MPU, de 2014: na ocasião, a oferta foi de apenas 147 vagas imediatas, mas o órgão convocou mais de 4 mil aprovados. Portanto, a quantidade reduzida de vagas para início imediato é simbólica e faz parte do processo burocrático para agilizar a realização do concurso.


Sobre os cargos e as provas


As vagas oferecidas, como já mencionado, são para Técnico Administrativo e Analista de Direito. A primeira carreira exige apenas ensino médio completo e tem rendimentos iniciais de R$7.618,61. A carreira de Analista de Direito, por sua vez, requer formação de nível superior em Direito e os vencimentos para quem está começando são de R$11.916,90, contando o auxílio-alimentação de R$910,08


Os participantes do concurso serão submetidos a prova objetiva e, no caso dos candidatos à Analista de Direito, prova discursiva. Com isso se encerram as dúvidas a respeito da realização de exame discursivo ou redação para os candidatos de nível médio: não terão de fazer.


Cebraspe e FCC apresentaram dois modelos distintos de prova objetiva. O Cebraspe projeta um total de 120 questões, sendo 50 de Conhecimentos Básicos e 70 de Conhecimentos Específicos. Já o documento enviado pela FCC previa 60 questões de caráter objetivo. Para os Técnicos Administrativos, a divisão seria em 20 questões de Conhecimentos Básicos e 40 de Conhecimentos Específicos, enquanto os Analistas de Direito teriam 30 questões de cada categoria.


Relembre a situação do MPU


O Tribunal de Contas da União (TCU) julgou na última quarta-feira, 18, o recurso referente ao financiamento do concurso MPU através das taxas de inscrição. Por unanimidade, o tribunal negou o pedido e o imbróglio persiste. O momento, contudo, não é de desânimo no MPU.


Apesar da resposta negativa no último julgamento – que por sinal já era esperada, tendo em vista as últimas decisões tomadas pelo Tribunal de Contas em casos do tipo –, a Procuradoria Geral da República (responsável pelo MPU) ainda tem esperanças de concretizar o financiamento do concurso através da contribuição direta dos seus órgãos componentes (MPF, MPT, MPM e MPDFT).


A quantia total estimada pelo órgão para realizar a seleção para os cargos de técnico administrativo e analista de Direito gira em torno dos R$ 9,5 milhões. MPT e MPDFT já se posicionaram favoráveis ao modelo de financiamento, tendo em vista o elevado deficit de pessoal que o órgão enfrenta.


O Ministério Público da União apresenta deficit de pessoal que ultrapassa os 1600 servidores. O novo concurso do órgão não está previsto na Lei Orçamentária de 2018 e por falta de verbas o concurso se encontra emperrado.