Órgão planeja elevar o quadro de pessoal em todos os anos até 2024, em busca de preencher vacâncias que forem surgindo. Último edital oferecia 411 vagas.
O Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), existente no Brasil desde 1937, está na expectativa de realizar novos concursos públicos nos próximos três anos. De acordo com o Plano Estratégico, divulgado pelo órgão na última quarta-feira, 19 de maio, a meta do Iphan é preencher por ano 20% das vacâncias atualmente presentes no órgão entre 2021 a 2024.
Esse plano foi criado para que o Iphan consiga diminuir o número de cargos vagos que surgiram em função de aposentadorias, mortes, exonerações e desligamentos em geral. E o documento alerta que o baixo número de profissionais pode gerar consequências com relação ao tempo de resposta aos processos de licenciamento, à formação de projetos pendentes de análise e aprovação, prejudicando o andamento das obras em prédios tombados e por fim, traz prejuízos para o desenvolvimento do país.
No início deste ano, o Iphan até protocolou um pedido para convocação de aprovados no cadastro de reserva, porém, ainda está em análise no Ministério da Economia. Se o pedido de concurso for negado, o plano estratégico prevê que o preenchimento das vacâncias poderá ser feito por meio da convocação dos aprovados no concurso Iphan 2018, que ainda está em validade, porém, ele está suspenso temporariamente, podendo ser retomado quando a pandemia (o pivô da suspensão) estiver sob controle no país.
E por falar no último concurso...
Por estar em validade, através dele o Iphan ainda poderá diminuir os problemas com a falta de pessoal, assim que o prazo estiver em vigor novamente. Além disso, as provas desse concurso ainda servirão de referência de estudos para quem planeja participar dos próximos concurso do órgão.
Em 2018, os candidatos às 411 vagas imediatas, foram avaliados nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal por meio de provas objetivas organizadas pelo Cebraspe, uma das bancas mais tradicionais do país.
Das 120 questões cobradas, 50 eram voltadas para disciplinas de Conhecimentos Básicos: Língua Portuguesa; Fundamentos da Preservação do Patrimônio Cultural Noções de Gestão e Administração Pública; Atualidades. As outras 70 foram destinadas para disciplinas de Conhecimentos Específicos. Essa prova foi produzida no formato “Certo ou Errado”, que é o mesmo método utilizado pela empresa em concursos como o da Polícia Federal e da PRF, em que um erro cometido pelo candidato poderá anular um acerto.
Para ser aprovado na etapa objetiva, o candidato precisava atingir nota igual ou superior a 10 pontos em Conhecimentos Básicos, igual ou superior a 21 pontos em Conhecimentos Específicos e acima de 36 pontos no conjunto das provas objetivas. Os candidatos ainda tiveram de realizar as seguintes etapas:
Prova Discursiva: Aplicada no mesmo dia da prova objetiva, onde os inscritos tiveram de elaborar um texto dissertativo com até 30 linhas, e valia pontuação máxima de 40 pontos.
Avaliação de Títulos: Destinada apenas a candidatos de nível superior. Aqui, o candidato precisava enviar documentos que comprovassem especializações e o exercício de atividade autônoma profissional de nível superior na Administração Pública ou mesmo na iniciativa privada em cargos conforme conhecimentos específicos da prova objetiva da área a qual concorreu. A pontuação máxima foi de 14 pontos, ainda que a somatória dos valores dos títulos apresentados supere essa marca.
Distribuição das vagas
Das 411 vagas oferecidas pelo Iphan no concurso de 2018, 131 foram para auxiliar institucional (cargo de nível médio), com remuneração de R$3.877,97. Ainda foram abertas 176 vagas para técnico I e 104 para analista I (ambos de nível superior), cujos valores eram de R$5.493,29.
Mais de 65 mil pessoas se inscreveram na seleção. Em agosto de 2019, o Ministério da Economia concedeu aval para que o Iphan convoque 131 aprovados.




