O presidente interno do IBGE, Cimar Azeredo, dá declarações destacando a necessidade de concurso público para servidores efetivos.

O presidente em exercício do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Cimar Azeredo, disse na última segunda-feira, dia 29, a abertura de um concurso IBGE para o quadro efetivo é fundamental para que a instituições continue avançando em suas atividades de pesquisa. Segundo ele, a contratação de novos servidores se faz necessária em função das aposentadorias previtas.

“Precisamos continuar avançando. A direção do IBGE está trabalhando muito para conseguir isso, e trabalhando de forma muito atenta. Precisamos do concurso público para o quadro efetivo. Temos hoje 3.940 servidores, sendo que 978, quase mil deles, poderão se aposentar a qualquer momento”, disse Cimar Azeredo, durante live em comemoração aos 87 anos do IBGE, completados na última segunda, 29.

Ministras já sinalizaram que concurso será autorizado

A abertura de um novo concurso IBGE, para cargos efetivos, parece ser uma questão de tempo. Há poucas semanas, a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, havia afirmado que o instituto receberá em breve autorização do governo para contratar novos funcionários.

Até o momento, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou concurso IBGE para 8.141 vagas temporárias, visando à contratação de pessoal para trabalhar no Censo Demográfico.

No entanto, recentemente, a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, já declarou que a autorização do concurso IBGE para servidores efetivos, com estabilidade, deverá acontecer ainda neste primeiro semestre.

IBGE quer abrir 2.378 vagas em quatro carreiras

O IBGE solicitou ao MGI autorização para abrir 2.378 vagas efetivas nos seguintes cargos:

* Técnico em informações geográficas e estatísticas: 1.488 vagas;

* Analista de planejamento, gestão e infraestrutura e tecnologista em informações geográficas e estatísticas: 412 vagas;

* Tecnologista em Informações Geográficas e Estatísticas: 467 vagas;

* Pesquisador em informações geográficas e estatísticas: 11 vagas;

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A carreira de técnico exige o nível médio. Já as outras três, formação superior. No entanto, no caso de pesquisador, via de regra, os candidatos precisam ter mestrado ou doutorado para concorrer.

Antes do reajuste salarial de 9% concedido aos servidores públicos federais no dia 1º de maio, além do aumento do auxílio-alimentação (passou de R$458 para R$658), as remunerações no IBGE eram as seguintes:

* Técnico – R$3.890,87;

* Analista e tecnologista – R$8.213,07;

* Pesquisador - R$10.049,07 (mestrado) ou R$11.326,80 (doutorado)

As novas remunerações, após reajustes, ainda serão informadas pelo IBGE. A tendência é que o concurso contemple diversos estados. As contratações ocorrerão pelo regime estatutário, que assegura estabilidade no emprego.

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