Candidatos a recenseador do IBGE tem até o dia 10 de abril para estudarem os conteúdos que devem cair na etapa objetiva, com base nas orientações dadas pelos professores da Degrau Cultural.
Os candidatos com inscrição deferida no concurso de 206.891 vagas oferecidas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística possuem menos de um mês para se prepararem para as provas objetivas que serão aplicadas em todos os estados do país e no Distrito Federal no dia 10 de abril, sob a organização da Fundação Getúlio Vargas.
Nessa data, os candidatos às 183.021 vagas de recenseador, cargo de nível fundamental, terão de responder a 50 questões nas disciplinas de Língua Portuguesa (dez), Matemática (dez), Ética no Serviço Público (cinco) e Conhecimentos Técnicos (25).
No caso dos candidatos que concorrem a agente censitário municipal (5.460 vagas) e agente censitário supervisor (18.420 vagas), ambos de nível médio, a avaliação será composta por 60 questões objetivas, sendo dez de Língua Portuguesa, dez de Raciocínio Lógico Quantitativo, cinco de Ética no Serviço Público, 15 de Noções de Administração/Situações Gerenciais e 20 de Conhecimentos técnicos. A avaliação desses concorrentes acontecerá no período da tarde, entre 14h30 e 18h.
Os gabaritos preliminares deverão ser divulgados pela organizadora no dia seguinte às provas (11 de abril). Após os gabaritos ficarem disponíveis, os candidatos que identificarem alguma incoerência ou irregularidade poderão apresentar recursos por meio do site da FGV entre os dias 12 e 13 de abril. O gabarito definitivo dessa etapa será disponibilizado no dia 29 do mesmo mês.
Ainda não se sabe a quantidade exata de candidatos que poderão prestar essas provas. A informação parcial é de que o total de inscritos para todos os cargos seja de 1,1 milhão de inscritos.
Dicas para as provas de recenseador
Restando poucas semanas para colocar os conhecimentos literalmente à prova, é o momento de os candidatos ao cargo de recenseador intensificarem no trabalho de revisão e resolução de exercícios, tendo em vista que há uma grande chance desse concurso atrair um número elevado de inscritos.
Dessa forma, vale a pena seguir as orientações deixadas pelos professores da Degrau Cultural para conseguir aproveitar ao máximo esse tempo que resta até os exames e conseguir coloca-las em prática na avaliação de cada uma das seguintes disciplinas:
Língua Portuguesa (Dica do professor Jonacir Rodrigues)
“A FGV tem por hábito enfatizar questões de interpretação em detrimento de questões de compreensão. Para melhor desenvolver a capacidade de interpretar, o candidato tem que criar o hábito da leitura. A leitura é uma grande aliada para o concurseiro”.
O professor acrescenta que os assuntos mais recorrentes em provas de português nessa disciplina são acentuação, morfologia, coesão e coerência, sinônimos, antônimos, parônimos e homônimos.
Matemática (Dica do professor Thiago Nicol)
“Ele deve estudar com muitas questões nos mais diversos níveis para ir dominando os assuntos. Isso o fará se desenvolver (...) Se possível, resolver questões todos os dias para aprimorar os conhecimentos”.
Na avaliação dele, a FGV deve priorizar assuntos como porcentagem, regra de três, equações do 2º grau e unidades de medidas na prova de Matemática.
Ética no Serviço Público (Dica do professor Maurício Soares)
“Nas provas de Ética para concursos, com exceção da OAB, a FGV procura não se arriscar muito. Dessa forma, acredito que a prova será mais literal. Contudo, o candidato não pode ignorar os conceitos de ética, moral e valores, para que possa acertar questões que venham a trazer algum contexto prático”, explica o professor.
O fato da FGV não apresentar um acervo elevado de questões sobre essa disciplina, recomenda-se aos candidatos estudarem o Decreto nº1.171/94, que é o Código de Ética do Servidor Público Civil do Poder Executivo federal. E como o Código de Ética do IBGE é praticamente uma cópia desse decreto, vale a pena ao concorrente estudar por provas que abordem o decreto.
Conhecimentos Técnicos (Dica do professor Antônio Pissetti)
“É fundamental conhecer os instrumentos, como os recursos do Dispositivo Móvel de Coleta (DMC), e a conduta no desempenho da função. Questões conceituais também sempre são verificadas em provas, como educação, trabalho, etnias, migração, entre outras. É importante também ter conhecimento de mapas e informações diversas, tais como coordenadas geográficas e setores censitários”.
Até o dia das provas, o candidato deve verificar as provas anteriores do Concurso IBGE, pois a resolução de exercícios é a melhor forma de fixar os conteúdos estudados. Além disso, ele acredita que na parte técnica da prova de recenseador, a banca deve alternar entre questões bem elaboradas e outras mais “decorebas”.
Assista à entrevista com a professora Nívia Xavier para o podcast Hora do Concurso, com Dicas para a prova de português da FGV
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