Professor Maurício Soares acredita que a FGV, organizadora do concurso para recenseador, vai elaborar prova com foco na literalidade do texto.
Das 50 questões da prova do concurso IBGE para recenseador, cinco serão sobre Ética no Serviço Público. Embora seja a disciplina que contará com o menor quantitativo de perguntas, isso não é motivo para negligenciá-la, afirma o professor Maurício Soares, da DEGRAU CULTURAL.
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“Afinal, as cinco questões de Ética representam 10% do total da prova. Em concursos tão disputados como esse do IBGE, errar uma questão, sobretudo de um assunto relativamente fácil, pode eliminar o candidato ou fazer com que ele não seja aprovado dentro do número de vagas. Por isso, não subestime qualquer disciplina”, afirma.
Segundo Maurício Soares, a melhor forma de estudar o assunto é realizando provas de concursos anteriores da FGV, organizadora da seleção para recenseador do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Candidatos devem resolver questões Ética dos Servidores Federais
Por outro lado, o professor chama atenção para um aspecto: o foco do programa do concurso IBGE é o Código de Ética do IBGE, assunto e, que a banca não possui um acervo grande de questões elaboradas pela banca. No entanto, o professor garante que isso não chega a ser um obstáculo nos estudos.
“De fato, a FGV não possui uma quantidade significativa de questões atuais sobre o Código de Ética do IBGE. Então, fica aqui uma dica: o Código de Ética do IBGE é uma cópia quase literal do Decreto nº1.171/94, que é o Código de Ética do Servidor Público Civil do Poder Executivo federal. Logo, se tiver dificuldades de encontrar questões sobre o Código do IBGE, uma boa alternativa é resolver aquelas que são referentes ao Código de Ética dos Servidores Públicos Federais”, orienta.
O professor da DEGRAU CULTURAL acredita que a FGV deverá elaborar uma prova de Ética com foco na literalidade do texto, sem elaborar questões em que coloque o candidato em situações prática.
“Nas provas de Ética para concursos, com exceção da OAB, a FGV procura não se arriscar muito. Dessa forma, acredito que a prova será mais literal. Contudo, o candidato não pode ignorar os conceitos de ética, moral e valores, para que possa acertar questões que venham a trazer algum contexto prático”, explica Maurício Soares, destacando ainda que a FGV tende a explorar na prova de recenseador os assuntos mais relevantes da Lei 8.112/90 e as vedações e deveres dos servidores públicos.
Concurso IBGE com mais de um milhão de inscritos
A última parcial divulgada pelo IBGE dava conta que o concurso para recenseador e agente censitário reúne mais de 1,1 milhão de inscritos. A expectativa é de que, nos próximos dias, seja divulgado o quantitativo final de participantes, bem como a concorrência por cargo e cidade.
As provas objetivas do concurso IBGE estão previstas para 10 de abril. No dia 4 do mesmo mês, a FGV deverá divulgar os cartões de confirmação de inscrição, que informar o horário e locais das avaliações. Para recenseador, serão cobradas 50 questões, sendo dez de Língua Portuguesa, cinco de Ética no Serviço Público, dez de Matemática e 25 de Conhecimentos Técnicos.
Já os candidatos a agente censitário municipal e agente censitário supervisor responderão a 60 pergunta, sendo dez de Português, dez de Raciocínio Lógico Quantitativo, cinco de Ética no Serviço Público, 15 de Noções de Administração/Situações Gerenciais e 20 de Conhecimentos Técnicos.
O concurso IBGE visa ao preenchimento de 206.891 vagas temporárias em todo o país, nos cargos de recenseador (183.021), agente censitário supervisor (18.420) e agente censitário municipal (5.450). O primeiro exige o nível fundamental e os dois últimos, nível médio.
Para o Estado do Rio de Janeiro são oferecidas 17.982 vagas no concurso IBGE, sendo 16.105 para recenseador (6.470 na capital), 287 para agente censitário municipal e 1.590 para agente censitário supervisor.




