Em um novo processo seletivo, estão disponíveis 7,7 mil vagas para recenseadores e 436 para agentes censitários. Inscrições já abertas. 

Foi publicado no Diário Oficial da União desta quarta-feira, 14 de setembro, o edital de mais um processo seletivo complementar aberto pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A autarquia oferece 8.231 vagas temporárias, sendo 7.795 para o cargo de recenseador (nível fundamental) e 436 vagas conjuntas para as funções de agente censitário municipal e agente censitário supervisor (ambos para quem tem nível médio). A versão completa do edital acabou de ser publicada no site do IBGE:

EDITAL DO CONCURSO IBGE - 8.231 VAGAS

Dentro do total de vagas oferecidas, haverá reserva de 5% para candidatos que comprovarem estar em condição de deficiência e 20% para quem se autodeclarar preto ou pardo. E essas oportunidades temporárias se distribuem para vários estados de todas as cinco regiões do país. 

Os aprovados nesse processo para o cargo de recenseador receberão por produtividade, ou seja, de acordo com a quantidade de entrevistas realizadas durante o Censo Demográfico, de acordo com a carga de trabalho e de acordo com a cidade onde irão trabalhar.

Já os ganhos para agentes supervisores e agentes municipais serão de R$2.158 e R$2.558, respectivamente.

Para todos os servidores contratados, o IBGE concederá auxílio- alimentação, auxílio-transporte, auxílio pré-escolar, além de férias e 13º salário proporcionais. O tempo de contrato para recenseadores será de três meses, enquanto os agentes censitários selecionados atuarão pelo IBGE em até cinco meses.

As inscrições para esse certame foram abertas nesta quarta-feira, dia 14, sem cobrança da taxa de inscrição, por meio de um formulário de inscrição disponibilizado pelo site do IBGE, por onde os candidatos irão encaminhar as documentações necessárias para a análise de títulos, única etapa de avaliação.

Ao serem contratados pelo IBGE, os candidatos deverão apresentar os seguintes diplomas condizentes com as suas formações escolares:

- Comprovação de ensino fundamental completo (antigo 1º grau): diploma ou certificado/declaração (este último acompanhado obrigatoriamente de histórico escolar) de conclusão do curso.

- Comprovação do ensino médio (antigo 2º grau) incompleto: declaração (acompanhada obrigatoriamente de histórico escolar) da instituição de ensino que permita identificar em qual situação o candidato se encontra.

- Comprovação do ensino médio (antigo 2º grau) completo: diploma ou certificado/declaração de conclusão do curso.

- Comprovação do curso de graduação (ensino superior) incompleto: declaração da instituição de ensino que permita identificar em qual período (semestre/ano) e curso o candidato se encontra. No caso de trancamento de matrícula ou abandono de curso, será aceita a declaração da instituição de ensino que permita identificar quais períodos e curso(s) o candidato frequentou.

- Comprovação da conclusão do curso de graduação (ensino superior): diploma ou certificado/declaração de conclusão do curso (com data da colação de grau). Este último acompanhado obrigatoriamente de histórico escolar que permita identificar o número de créditos obtidos, carga horária, as disciplinas cursadas e notas obtidas de conclusão do curso.

Será considerado aprovado na função de recenseador o candidato que obtiver aproveitamento igual ou superior a 1 ponto do total de pontos da Análise de Títulos, enquanto os candidatos à agentes censitários precisarão obter aproveitamento igual ou superior a 5 pontos.

Sindicato cobra abertura imediata de concurso para efetivos

No momento, o IBGE está abrindo somente processos seletivos para reforçar o efetivo de agentes e recenseadores que estão de casa em casa colhendo as informações necessárias para o Censo Demográfico 2022. Ao terminar o Censo, a autarquia precisará realizar um concurso público para cargos efetivos. É o que defende a Associação e Sindicato Nacional dos Servidores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (ASSIBGE).

“O número insuficiente de servidores efetivos do IBGE tem resultado em um suporte inadequado ao pessoal temporário. Esses fatores estão diretamente relacionados aos problemas relatados pelos recenseadores", afirmou o sindicato, relatando as críticas feitas por recenseadores em relação ao atraso nos salários.

O déficit atual de servidores no órgão encontra-se em 7.270 vacâncias, sendo 4.790 delas em carreiras que foram contempladas no pedido de concurso enviado em abril ao Ministério da Economia. Nesse pedido, o IBGE solicitou o aval para contratar 2.503 novos funcionários:

Cargo

Escolaridade

Vagas

*Remuneração

Técnico de informações geográficas e estatística

Nível médio

1.488

R$3.890,87

Analista de planejamento, gestão e infraestrutura e tecnologista em informações geográficas e estatísticas

Nível superior

1.004

R$8.213,07

Pesquisador em informações geográficas e estatísticas

Nível superior

11

** R$10.049,07

* Os valores estão baseados na Tabela de Remuneração dos Servidores Públicos Federais e já incluem R$458 de auxílio-alimentação.

** Valor pago para quem tem mestrado (exigência mínima para concorrer a pesquisador).

Além de haver déficit nos três cargos mencionados acima, o site Dados.gov que há carência de 2.480 técnicos de planejamento, gestão e infraestrutura, cargo de nível médio.

A situação do quadro de pessoal do IBGE pode piorar ainda mais em função de haver 25% dos servidores atuais com condições de se aposentarem. Desta forma, para a ASSIBGE, a concessão do aval para esse concurso de efetivos é considerada vital para que o IBGE consiga diminuir esse déficit de servidores e para que possa prosseguir com os trabalhos de pesquisa e informações sobre os serviços públicos. Caso essa autorização demore a sair, as chances de colapso são grandes.

 

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