General Hamilton Mourão admite que o Ibama e o ICMBio estão trabalhando com um efetivo menor que o ideal para combate ao desmatamento na Amazônia.

O Vice-presidente da República, General Hamilton Mourão, que também preside o Conselho da Amazônia, admitiu que dois órgãos ambientais estão trabalhando com menos de 50% do efetivo de funcionários. São eles: o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Essa afirmação foi divulgada pela Agência Brasil, após um encontro dele com representantes empresariais brasileiros no Palácio do Planalto, para discutir medidas para o combate ao desmatamento na Amazônia.

Essa reunião se deu após o governo brasileiro receber uma carta, no mês passado, de empresas brasileiras e estrangeiras que manifestaram preocupação ao crescente desmatamento nos biomas brasileiros, principalmente na Floresta Amazônica. Mourão declarou que o Conselho da Amazônia está desenvolvendo um plano de trabalho que possa apontar metas precisas que resultem na diminuição do desflorestamento na região.

Os últimos concursos nos órgãos ambientais ocorreram em 2014, ambos com a validade encerrada e não há previsão de um novo edital pelo general Mourão. Por conta da falta de um efetivo suficiente para garantir a preservação ambiental, as Forças Armadas foram convocadas para suprir essa carência. Os militares atuam, desde maio, na Operação Brasil Verde 2 e continuarão na região da Amazônia Legal até 06 de novembro, por conta do decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que fora assinado e publicado no Diário Oficial da União, da última sexta-feira, 10 de julho.

É preciso se observar que uma pequena parte do efetivo atual não está em campo, o que dificulta o combate ao desmatamento de forma mais ampla:

Temos menos de 50% do efetivo, sendo que dos 50% existentes, você pode botar que dois terços estão no escritório e um terço que está na rua, e esse um terço que está na rua não está só na Amazônia”, declarou Hamilton Mourão.

Ibama e ICMBio dependem de autorização para suprir vacâncias

Os pedidos de concurso do Ibama e do ICMBio estão sob a análise do Ministério da Economia. Eles foram feitos no ano passado, já que nenhum desses órgãos confirmou se encaminhou um novo pedido até 31 de maio, prazo estipulado para que órgãos federais solicitassem novos concursos à área econômica.

Em 04 de julho, o ministério presidido por Paulo Guedes autorizou que o Ibama contratasse 1,4 mil servidores temporários para atuarem na brigada de incêndios florestais. Porém, os concursos para efetivos, que são muito necessários, seguem indefinidos. O Ibama havia solicitado 2.054 vagas para os seguintes cargos:

  • 847 vagas para Técnico administrativo: cargo de nível médio, com remuneração de R$4.063,34;
  • 313 vagas para Analista administrativo: cargo de nível superior, com remuneração de R$8.547,64;
  • 894 vagas para Analista ambiental: cargo com o mesmo nível de escolaridade e remuneração de analista administrativo.

Já o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, encaminhou pedido de 1.179 vagas, lá em 2018 para quatro carreiras divididas nos níveis médio e superior de escolaridade:

Nível Médio: 457 vagas para técnico administrativo (ganhos no valor de R$4.063,34) e 67 vagas para técnico ambiental (R$4.408,94).

Nível Superior: 91 vagas para analista administrativo e 561 vagas para analista ambiental. A remuneração para ambos os cargos é de R$9.389,84.

Últimos concursos

O último concurso do Ibama ocorreu em 2014 para contratação nos cargos de técnico administrativo, analista ambiental e analista administrativo. Nesse mesmo ano, o ICMBio contratou 289 novos profissionais, divididas entre analista administrativo, analista ambiental, técnico administrativo e técnico ambiental. Em ambos os concursos, o Cebraspe foi quem organizou as provas.

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