Governo Federal atualiza tabela de autorizações e revela a previsão de provimento na Fundação Nacional dos Povos Indígenas, que terá edital com 502 vagas.
Na última semana, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) recebeu a autorização oficial para realizar um concurso público para contratar 502 novos servidores, demanda que vinha sendo cobrada há anos. O Governo Federal atualizou a tabela de autorizações e prevê que os aprovados ingressem na Funai a partir de novembro deste ano, o que já é um alívio para um órgão que possui 2 mil cargos vagos.
A portaria que autorizou o Concurso Funai informa que o edital pode ser publicado em até seis meses a contar da data de autorização, ou seja, até 2 de novembro. Porém, como a autarquia necessita bastante reforçar o seu quadro de pessoal, é muito provável que ela inicie logo o processo de contratação da banca organizadora para poder lançar o edital nos primeiros meses do segundo semestre.
Quanto as provas, elas ocorrerão dois meses após a publicação do edital, ou seja, até janeiro de 2024, caso o prazo limite seja aplicado, mas poderão ocorrer ainda este ano dependendo de quando sair o edital no Diário Oficial da União.
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Veja a distribuição das vagas do Concurso Funai
Das 502 vagas que foram autorizadas pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, 152 serão destinadas ao cargo de agente de indigenismo, que exige apenas o nível médio de escolaridade. O restante das oportunidades contempla cargos de nível superior:
- Administrador: 26 vagas;
- Antropólogo: 19 vagas;
- Arquiteto: uma;
- Arquivista: uma;
- Assistente social: 21;
- Bibliotecário: seis;
- Contador: 12;
- Economista: 24;
- Engenheiro: 20;
- Engenheiro agrônomo: 31;
- Engenheiro florestal: duas;
- Estatístico: uma;
- Geógrafo: quatro;
- Indigenista especializado: 152;
- Psicólogo: seis;
- Sociólogo: 12;
- Técnico em assuntos educacionais: duas;
- Técnico em comunicação social: 10.
A Funai concederá aos novos servidores remunerações iniciais de R$5.349,07, para agente de indigenismo, e de R$6.420,87, para os cargos que exigem graduação. Ainda não se sabe para quais estados haverá vagas. As contratações ocorrerão pelo regime estatutário, que assegura estabilidade no emprego.
O órgão que defende os direitos dos povos indígenas no Brasil está sem concurso público desde 2016, quando ofereceu 220 vagas, distribuídas pelos cargos de contador, engenheiro agrônomo, engenheiro (agrimensor e civil) e indigenista especializado.
Na época, os concorrentes foram avaliados por meio de provas objetivas elaboradas pela banca ESAF (que atualmente não organiza mais concursos públicos). Eles tiveram de responder a questões de Conhecimentos Gerais (Língua Portuguesa; Raciocínio Lógico e Quantitativo; Direto Constitucional e Administrativo; Legislação Indigenista; Informática Básica e Administração Pública) e de Conhecimentos Específicos (disciplinas variavam de acordo com o cargo). O certame contou ainda com avaliações discursivas.




