Mário Moreira foi empossado como o novo presidente da Fundação Oswaldo Cruz, sediada no RJ. Ele se mostra disposto a abrir um novo concurso com urgência.
Na última sexta-feira, 12 de maio, ocorreu a cerimônia de posse do novo presidente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Em seu discurso, o médico Mário Moreira, que já havia sido escolhido em eleição internada realizada em abril, identificou que o órgão sofre com uma expressiva carência de servidores, e que está nos seus planos abrir um concurso com até 1.400 vagas:
"A Fiocruz precisa urgentemente de um concurso público. Já apresenta a necessidade de uma reposição de cerca de 1.400 pessoas. Então é disso que se trata agora nossa agenda com o Ministério da Saúde e o Ministério da Gestão", declarou Moreira.
A fala do recém-empossado presidente da Fiocruz vai de encontro a uma realidade que vinha sendo identificada desde 2020, quando teve início a pandemia da Covid-19 no Brasil e que exigiu gigantescos esforços da área da saúde como um todo. Na ocasião, o Sindicato dos Trabalhadores da Fiocruz (Asfoc) já manifestava preocupação em relação ao quadro de pessoal, solicitando ao Governo Federal a convocação de aprovados no concurso aberto em 2016. No entanto, o prazo de validade desse certame já havia terminado.
O sindicato apontava que era necessária a urgente complementação de servidores nos cargos de pesquisador, especialista, assistente técnico e assistente em Saúde Pública.
O que a Fiocruz conseguiu no primeiro ano da pandemia foi abrir um processo seletivo com 1.172 vagas temporárias para funções destinadas a quem tinha nível médio, médio/técnico ou superior de escolaridade:
Nível Médio: oito vagas para auxiliar administrativo
Nível Médio/Técnico: 28 vagas para técnico de radiologia, dez para técnico em farmácia e 501 para técnico em enfermagem.
Nível Superior: 243 para médico (intensivista, plantonista, pneumologista, obstetra, pediatra, clínico geral e do trabalho), 260 para enfermeiro (intensivista, plantonista e em saúde da família), 92 para fisioterapeuta (rotina e plantonista), 15 para farmacêutico, nove para psicólogo, quatro para assistente social e duas para nutricionista.
As remunerações concedidas na época variaram entre R$1.500 e R$5 mil. Os contratos tinham duração máxima de seis meses, podendo serem prorrogados a depender das necessidades da Fiocruz.
Último concurso para efetivos aconteceu em 2016
Ao deixar clara sua preocupação com a falta de servidores efetivos, é praticamente certo que o novo presidente da Fiocruz se empenhará em lançar um edital ainda este ano para o órgão. Além disso, sua antecessora na presidência da Fiocruz foi a média Nísia Trindade, atual ministra da Saúde.
Desta forma, a Fiocruz também poderá contar com o apoio do Ministério da Saúde para receber do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos a autorização para abrir um novo concurso, desde que o órgão faça a solicitação formal até a data limite para essa ação – 31 de maio.
A necessidade de servidores se torna mais evidente considerando o fato de que a Fiocruz não realiza novo concursos para cargos efetivos há sete anos. O edital publicado em 2016 trouxe 119 vagas, sendo 58 para o cargo de pesquisador (nível superior) e 61 para técnico em saúde pública (nível médio).
Além de oferecer oportunidades de trabalho para o estado Rio de Janeiro, já que a sede da Fiocruz fica na capital fluminense, os aprovados também foram lotados nos estados do Ceará, Rondônia, Pernambuco, Paraná, Bahia, Amazonas, Minas Gerais, Piauí e no Distrito Federal.
A avaliação dos concorrentes a ambos os cargos se deu por meio de provas objetivas, e ainda houve uma avaliação de títulos somente para o cargo de nível superior. A seleção foi homologada em abril de 2019, e os aprovados puderam receber remuneração de R$3.418,81, para o cargo de técnico, e de R$7.159,06, para pesquisador.




