Secretaria Executiva do Ministério da Fazenda analisa pedido de concurso com vagas para analista e assistente técnico administrativo, que pode exigir nível intermediário ou superior.
O Presidente do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (CARF), Carlos Higino de Alencar, assinou um documento onde solicita à Secretaria Executiva do Ministério da Fazenda a autorização para realizar um concurso para as categorias de analista técnico administrativo e assistente técnico administrativo (ATA). Foram pedidas 160 vagas:
- Analista Técnico-Administrativo: 100 vagas para servidores com nível superior;
- Assistente Técnico-Administrativo: 60 vagas para servidores com nível intermediário.
A nota enviada ao Ministério da Fazenda informa que o pedido foi feito "em quantidade mínima necessária para o atendimento às demandas e competências regimentais".
"(..) o órgão não detém quadro de pessoal suficiente para o atendimento às demandas correntes. Além de ter sofrido uma redução drástica na quantidade de servidores nos últimos anos, por falta de renovação dos quadros de pessoal, o CARF possui um elevado percentual de servidores que já recebe abono de permanência, e que pode se aposentar a qualquer tempo, o que demonstra situação de alto risco para a continuidade da prestação dos serviços realizados pelo colegiado”, justifica o CARF.
Vale lembrar que para essa seleção ser aberta, ela precisa ainda da autorização do Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, pasta criada pelo Governo Lula para cuidar dos interesses dos servidores federais. O assessor especial da ministra da Gestão Esther Dweck, José Celso Cardoso Júnior, declarou que cerca de 8 mil vagas deverão ser abertas em lotes autorizados até julho. É possível que o Concurso ATA esteja incluso nesses lotes.
Último Concurso ATA aconteceu em 2014
Há quase dez anos, o Ministério da Fazenda realizou o último concurso para ATA, quando ofereceu 1.026 vagas para assistente técnico-administrativo (ATA), sendo 960 para ampla concorrência e 66 reservadas às pessoas com deficiência.
A organização desse certame ficou a cargo da Escola de Administração Fazendária (ESAF), que hoje em dia não organiza mais concursos públicos. O certame ficou válido até 2016, quando teve o período de validade expirado.
Em 2020, o então Ministério da Economia chegou a receber um pedido de concurso com 1.000 vagas para a carreira de assistente técnico-administrativo, que exige nível médio, e cuja remuneração era, na época, de R$4.137,97 (já com auxílio-alimentação de R$458). No entanto, esse pedido não foi atendido.




