Empresa de Obras Públicas do Rio de Janeiro apresenta déficit de 70% do quadro de pessoal e precisará abrir novo edital. Seleção Seinfra também está no radar.

Diante de um déficit de 70% do seu quadro de funcionários, a Empresa de Obras Públicas do Estado do Rio de Janeiro pretende realizar um novo concurso público assim como a Secretaria de Infraestrutura e Obras (Seinfra), a qual a Emop está vinculada. Essa solicitação será encaminhada à Assessoria Jurídica da Emop-RJ, que emitirá um parecer conclusivo sobre a realização do concurso.

Após a essa etapa, o pedido será encaminhado à procuradora do estado, Luíza Marinho, que é titular da Assessoria Jurídica da Seinfra.

Somente após à concessão dos pareceres, a Emop RJ poderá dar andamento ao pedido de autorização para a realização do concurso, que deverá ser avaliado pelo governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro.

A EMOP-RJ apresenta uma enorme necessidade para realizar um novo concurso público, pois o processo interno do órgão reveça que mais de 70% do quadro de pessoal está vago. Isso significa que a empresa está com um déficit de 980 cargos vagos, já que apenas 449 cargos do total de 1.429 estão ocupadas. 

Os cargos que apresentam maior déficit de servidores são os de assistente administrativo (134 cargos vagos), auxiliar de artífice (104), auxiliar administrativo (69), arquiteto (65) e engenheiro (51).

Concurso Seinfra está em pauta

Em recente entrevista à imprensa, o secretário estadual de Infraestrutura e Obras, Max Lemos, informou que irá encaminhar à Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz-RJ), um pedido para a abertura de seleção para 200 vagas para técnico de edificação, engenheiro e arquiteto, dentro do prazo de 60 dias, a fim de repor vacâncias deixadas por servidores que se aposentaram, além de contratar pessoal suficiente para atuarem em obras públicas previstas nos próximos anos.

Apesar do Estado do Rio de Janeiro se encontrar sob o Regime de Recuperação Fiscal, Max Lemos está otimista que o concurso Seinfra RJ possa ser aberto este ano.

"Não há como pensar o futuro do Rio de Janeiro sem pensar em concurso público. Temos necessidade de engenheiro, arquiteto e técnico de edificação, e vamos trabalhar para isso. Por se tratar de concurso, é preciso primeiro atravessar a Secretaria de Fazenda, e vamos lutar para que não comprometa o Regime de Recuperação Fiscal", disse.

O deputado Luiz Paulo Corrêa da Rocha, que é membro da Subcomissão de Tributação e Orçamento da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), também defendeu que o concurso Sinfra seja tratado com urgência no Estado: 

"As contas de controle devem ser assinadas por servidores de carreira, não por funcionários comissionados, como acontece em vários setores público. Hoje, a pasta trabalha com muitos funcionários extra-quadro, em parcerias com universidades, o que não deixa de ser uma terceirização do profissional o que, no longo prazo, pode não ser bom para o estado", disse o deputado, no último dia 10, em audiência pública para discutir o Pacto RJ.

 

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