O Concurso Diplomata 2019 teve sua banca organizadora definida nesta quinta-feira (27). O Ministério das Relações Exteriores (MRE) escolheu o Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades) para organizar a seleção, que oferecerá 20 vagas para o cargo de diplomata. A informação foi confirmada através de dispensa de licitação publicada no Diário Oficial da União.

O próximo passo agora é a assinatura do contrato entre as partes, que deve sair nos próximos dias. Em seguida, a Iades iniciará a organização dos detalhes da seleção, como cronograma e conteúdo programático das provas.

A última etapa deste processo será a tão aguardada divulgação do edital, que está prevista para o segundo semestre (ou seja, a partir de julho). As provas deverão ocorrer dois meses após a publicação do documento.

Para se candidatar à carreira de diplomata, é exigida a formação em qualquer curso de nível superior. O salário inicial é um grande atrativo, chegando a R$18.517,83, incluindo o auxílio-alimentação de R$458.

Concurso Diplomata 2019 será composto por três etapas

Os concurseiros que tentarem uma vaga para a carreira diplomática passarão por três fases de avaliação. A primeira será a prova objetiva (eliminatória e classificatória), prova discursiva (eliminatória e classificatória) e Curso de Formação no Instituto Rio Branco (eliminatório).

A prova objetiva será composta por questões de Língua Portuguesa, Língua Inglesa, História do Brasil, História Mundial, Política Internacional, Geografia, Economia, Direto e Direito Internacional Público. A prova aplicada no concurso do ano passado tinha 73 questões, mas ainda não há confirmação de que o número se repetirá.

As provas discursivas, por sua vez, consistirão de questões de desenvolvimento escrito. Haverá perguntas sobre as mesmas disciplinas indicadas na primeira etapa, da prova objetiva. Além disso, os candidatos serão avaliados em uma prova de Língua Inglesa e Língua Espanhola ou Língua Francesa (o candidato escolhe no ato da inscrição).

Já em relação à etapa de formação dos candidatos no Instituto Rio Branco (IRB), o ex-diretor-geral do IRB, embaixador José Estanislau do Amaral, explicou como funciona o processo em 2017.

"O principal objetivo do curso é aprofundar alguns conhecimentos em política internacional, economia e línguas estrangeiras. Além de ensinar outros aspectos como relacionamento com a imprensa e prepará-los, realmente, para a atuação no exterior”, disse o embaixador.

 

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