Conhecimento sobre a atualidade poderá ser essencial para se ter um bom desempenho nessa etapa. Edital poderá sair em maio
A quarentena pode ser um período de estresse, tédio, impaciência e até de procrastinação para um cidadão comum. Mas nenhuma dessas palavras faz parte da quarentena de um concurseiro que vê esse período como uma oportunidade para se alimentar de novos conhecimentos e exercitar aquilo que já sabe e que lhe será muito útil nas provas que virão após a pandemia do Coronavírus.
Como os candidatos às 309 vagas oferecidas pelo Departamento Penitenciário Nacional (Depen), que já definiu como avaliará os concorrentes. Dentre as etapas, estão as provas discursivas, que exigem do candidato capacidade de interpretar as questões e de dissertar com qualidade as respostas. Ela costuma ser muito temida por quem denota uma certa preguiça ou receio de escrever. Por isso, a importância da quarentena para resolver esses problemas e com a prática constante se tornar um expert em redação.
Como o Depen ainda não divulgou qual formato de todas as etapas de seleção, nos basearemos nas provas do último concurso, prestadas em 2015. A prova discursiva, na época, valia 80 pontos e cobrava que o candidato redigisse um texto dissertativo-argumentativo de no máximo 30 linhas sobre o tema “Segurança Pública: Polícia e Políticas Públicas”. Para auxiliar o candidato, a prova se utilizou de um texto motivador, um fragmento da coluna da jornalista Flávia Oliveira, do Jornal O Globo, falando sobre a falta de serviços essenciais para os moradores do Complexo do Alemão.
O que podemos esperar para 2020 é que a prova discursiva se paute em algum assunto atual que tenha relação com o trabalho dos órgãos de segurança pública. Mesmo que seja um concurso para um órgão de segurança penitenciário, está totalmente dentro do contexto a prova abordar questões sociais, principalmente das comunidades e periferias já que delas, infelizmente, vêm a maior parcela de criminosos presos nas penitenciárias federais, por conta da falta de presença do Estado.
Em 2015, os 80,00 pontos totais eram subdividos em alguns requisitos básicos a serem cumpridos:
- Dissertar a respeito da segurança como condição para o exercício da cidadania (valor: 25,50 pontos);
- Dar exemplos de ação do Estado na luta pela segurança pública. (valor: 25,50 pontos);
- Discorrer acerca da ausência do poder público e a presença do crime organizado (valor: 25,00 pontos).
Foque todo o seu texto nos requisitos que forem cobrados na prova para você garantir maior parte dos pontos. Caso você não aborde um ou mesmo todos os requisitos para produzir o texto dissertativo, as chances de não ser aprovado são grandes. Além de, obviamente, evitar erros de ortografia, de construção de frases ou mesmo produzir seu texto em um gênero que não seja o dissertativo-argumentativo. Lembre-se que ele é a base da maioria dos concursos públicos e exames educacionais do país. Geralmente, ele é composto por quatro parágrafos, sendo o primeiro para a introdução, o segundo e terceiro parágrafo para o desenvolvimento do assunto e apresentação de exemplos, e o quarto e último para você concluir o seu raciocínio.
E não deixe de ler e acompanhar muito o noticiário. Mesmo que o foco do jornalismo seja o Coronavírus, esse não é um problema de único e exclusivo da área da saúde. Podemos supor que a prova de 2020 aborde a questão do cuidado aos presos nessas penitenciárias que estão amontoados em celas com ocupação máxima, o que pode facilitar a propagação do vírus nesse ambiente, ou seja, o que está sendo feito para preservar a saúde dos presos. Outra questão que poderá surgir na prova discursiva é a aplicação das normas de isolamento social impostas pelo público para reduzir os avanços do Covid-19. Nesse sentido, você poderá escrever sobre como deve ser a ação da polícia ao encontrar aglomerações nas ruas, pessoas circulando sem máscara, pessoas caminhando em ambientes públicos sem o menor temor da doença, etc. Enfim, tudo isso são hipóteses que serão úteis para os candidatos que almejam ser aprovados nesse concurso.
Resumo sobre o concurso 2020
Assim como em 2015, o Cebraspe será a banca do concurso de 2020 que oferecerá 294 vagas para agente de execução penal (cargo de nível médio), que exige também Carteira Nacional de Habilitação de Categoria B ou superior, e 15 vagas para especialista federal (cargo de nível superior).
As remunerações aos aprovados será de R$5.865,70 para especialista e de R$6.030,23 por mês. A previsão é que o edital seja divulgado no próximo mês, em maio.




