Nesta quarta-feira, 11, o Istituto Nacional de Seguro Social (INSS) divulgou o edital de seu próximo concurso de remoções internas de servidores. O processo consiste basicamente na realocação de funcionários insatisfeitos em seus atuais postos de trabalho. É desse modo que instituições governamentais como o INSS, com sedes espalhadas pelo país inteiro, reorganizam seus quadros de colaboradores.
Mas afinal de contas, o que você concurseiro tem a ver com isso? Pois bem, para quem acompanha a fundo o mundo dos concursos, estes processos de remoção costumam ser sinal de uma nova seleção a caminho.
Em muitos casos, acontece o seguinte: feita esta realocação de servidores, a autarquia “arruma a casa” e fica sabendo onde estão as maiores carências de pessoal, qual a quantidade de vagas que precisam ser disponibilizadas por região, qual o perfil dos funcionários que cada lugar mais necessita, etc. Esses dados costumam ser a base para um novo edital de contratações ou chamado do excedente de antigos concursos
No entanto, não é momento para euforia ainda. O INSS nega que a seleção interna tenha necessariamente a ver com um novo concurso público ou a convocação de aprovados excedentes. A autarquia aguarda liberação do Ministério do Planejamento para avançar com ambas as medidas e trata como prioridade número um o preenchimento do quadro de funcionários. O ministério, por sua vez, admite a urgência de novas seleções para o INSS, mas se diz impossibilitado de solucionar a questão no momento.
O déficit de servidores do órgão já chega aos 16 mil funcionários. Além dos postos não ocupados, outra preocupação do órgão são os postos que ainda estão por ser desocupados. Estima-se que dos 20.633 técnicos do seguro social, 10.635 podem se aposentar a qualquer momento.
Considerando novo concurso e excedentes de 2015, o INSS pede 10.468 vagas, sendo 6.034 de técnico, 2.222 de analistas e 2.212 de peritos. Para o novo concurso INSS são pedidas 7.888 vagas, sendo 3.984 para técnicos, de nível médio,1.692 para analistas, para graduados em áreas ainda não informadas, e 2.212 para peritos, para formados em Medicina. Os ganhos são de R$5186,79 para técnico, R$7.659,87 para analista e R$12.683,79 no caso do perito.




