Controladoria Geral da União tem histórico de pedidos recusados, o que fez ampliar o déficit de cargos desocupados para 3 mil em 2020.

A Controladoria-Geral da União foi mais uma dos vários órgãos que encaminharam ao Ministério da Economia solicitações para terem direito de realizar contratações via concurso público, aproveitando o prazo concedido para que órgãos públicos fizessem seus pedidos até 31 de maio. A quantidade de vagas encaminhadas pela CGU, porém, não foi informada até o presente momento.

Com esse pedido, o órgão pretende realizar concurso público no ano que vem, visando preencher vagas ociosas. Para que o aval seja concedido, o Ministério da Economia leva em conta vários fatores, entre os quais, a previsão orçamentária, ou seja, quanto de dinheiro o ministério tem em caixa para poder investir nesse concurso.

Essa é mais uma tentativa da controladoria de suprir a carência de profissionais. Em 2019, foi enviado um pedido de concurso público, sem divulgação da quantidade de vagas, que até hoje não obteve nenhuma resposta da área econômica federal. A CGU havia declarado que a pandemia de Covid-19 no país tenha sido o principal motivo para que esse certame não fosse aprovado.

Além desse pedido de 2019, a CGU coleciona uma série de pedidos reprovados pelo governo para contratação via concurso público:

Em 2018: Foram solicitadas 650 vagas para o cargo de auditor de federal de finanças e controle, destinado a profissionais com formação superior e remuneração de R$15.461,70 aos contratados.

Como esse pedido foi negado pelo Ministério da Economia, é provável que esse quantitativo esteja presente no pedido encaminhado nos últimos dias. É provável que o cargo de técnico federal de finanças e controle também esteja inserido nesse pedido, cujo requisito é o nível médio completo e remuneração inicial de R$6.150,36. Isso se levarmos em conta o déficit que esse cargo e o de auditor carregam, que juntos somam 3 mil cargos desocupados.

Num todo, o máximo de profissionais no quadro da Controladoria-Geral da União é de 5 mil cargos que devem ser devidamente ocupados por 2 mil técnicos e 3 mil auditores. Mas o que tudo indica, no momento, a quantidade de vagas preenchidas nem chegam a metade desse número máximo de cargos.