Atenção, concurseiro! Se você esperava pelo concurso público para a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro, e tinha se desanimado com a possibilidade de privatização da Cedae, pode retomar os seus estudos. O processo de privatização da empresa foi descartado por decisão judicial.
Diante desse novo cenário, o presidente da Cedae, Jorge Briard, em entrevista exclusiva ao jornal Folha Dirigida, afirmou que espera lançar o edital para o novo concurso ainda este ano. Segundo o dirigente, mesmo com a ameaça de privatização, o concurso nunca saiu dos planos da empresa, que nunca paralisou os preparativos para a sua realização.
Jorge Briard também fez questão de dizer que nem a crise financeira por que passa do Estado do Rio de Janeiro pode atrapalhar a realização do concurso. “Nós temos independência financeira e podemos fazer o concurso. Não estamos dentro dos cortes anunciados pelo governo”.
Antes das discussões em torno da privatização da empresa, a previsão inicial era oferecer inicialmente, pelo menos, 200 vagas imediatas, abrangendo cargos nos níveis médio, médio/técnico e superior.
Os cargos em destaque são os de operador de tratamento de águas e operador de tratamento de esgotos, ambos de nível médio. O primeiro tem remuneração inicial de R$ 3.409,76 mensais, enquanto o segundo tem vencimentos de R$ 4.465,75 mensais. Estavam previstas, também, oportunidades para agente administrativo (R$ 3.653,97), operador de elevatória e instalador de água (R$ 3.409,76) e auxiliar de operação (nível fundamental - R$ 2.855,03).
De acordo com dados do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro, o déficit de profissionais da Cedae ultrapassa a casa dos 3 mil, o que torna o concurso inevitável. A carência maior é em cargos nos níveis fundamental e médio.
De acordo com o presidente da entidade classista, não há porque o concurso não acontecer. “A Cedae é uma empresa com caixa próprio e superavitária. Além disso, antes do processo de privatização, o governo já havia autorizado a realizado do concurso”.
Suspensão - A suspensão da privatização foi resultado de uma decisão do Tribunal Regional do Trabalho em resposta a uma ação do Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Saneamento Básico e Meio Ambiente do Rio de Janeiro por desrespeito ao parágrafo 4º da Constituição Estadual:
“Na hipótese de privatização de empresa pública ou sociedade de economia mista, mediante expressa autorização legislativa, seus empregados terão preferência, em igualdade de condições, para assumi-las sob a forma de cooperativas”.
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