A divulgação do edital do concurso Caixa, para a carreira de técnico bancário, é apenas uma questão de tempo, pois a seleção já foi confirmada pelo banco. Por isso, quem ainda não começou a preparação deve iniciar imediatamente os estudos.
E como em qualquer concurso público, a disciplina de Língua Portuguesa merece uma atenção especial. No caso da seleção para a Caixa Econômica Federal, o a matéria torna-se ainda mais relevante porque os candidatos farão, além da prova objetiva, uma avaliação discursiva (Redação).
Para orientar os estudos dos que pretendem concorrer a uma vaga de técnico bancário, no próximo concurso Caixa, a reportagem da DEGRAU CULTURAL entrevistou a professor Gabriela Marques para dar dicas de Língua Portuguesa.
Confira a seguir a entrevista e as recomendações da professora:
DEGRAU CULTURAL - O edital do concurso para técnico bancário da Caixa deverá ser divulgado no início de 2024. Tendo esse tempo como parâmetro, qual a melhor forma de estudar a disciplina de Língua Portuguesa? Quais as estratégias de estudo mais eficazes para se adotar, já que a organizadora do concurso ainda não foi escolhida?
Gabriela Marques – O ideal é sempre mesclar o conteúdo com a prática, mesmo que a banca não tenha sido escolhida. É primordial que os futuros candidatos estudem e exercitem o conteúdo programático do último edital como um todo. Pois, assim, já terão um parâmetro inicial de como estão e um panorama do que eles têm mais dificuldade e facilidade dentre essa gama de conteúdos.
No último concurso para técnico bancário, a prova trouxe 60 questões, sendo dez de Língua Portuguesa. Acredita que este mesmo quantitativo será mantido para a disciplina?
Acredito que o quantitativo depende da banca escolhida, pois a partir dos concursos anteriores (2014 e 2021) temos dois perfis: o primeiro é o do Cebraspe, com 11 questões de Português e três de redação oficial. Já o segundo é o da Cesgranrio, com dez questões de Língua Portuguesa. Porém, independente desses parâmetros, é interessante ressaltar que os concursos bancários têm uma estrutura a qual se permeia em todas as provas. Portanto, provavelmente, a depender da organizadora, a quantidade de questões continuará a mesma.
Cesgranrio e Cebraspe despontam como as bancas mais contadas para organizar o concurso. Acredita que, de fato, uma das duas será escolhida? Qual a sua aposta?
Sim, pois as duas organizadoras são sérias e bem estabelecidas no mercado dos concursos. A minha aposta seria no Cebraspe, já que esse concurso deverá trazer cargos de nível médio (técnico bancário) e de nível superior. E no ano de 2014, em que vieram todos os mesmos cargos de agora, a escolha foi pelo Cebraspe. Entretanto, obviamente, não podemos deixar de lado que, nos últimos meses, a banca da Fundação Cesgranrio tem ganhado grande notoriedade no mercado, e isso é algo que nos deixa um alerta também.
Qual é o perfil de prova de Língua Portuguesa de cada uma dessas duas organizadoras?
Os perfis são diferentes. E essa diferença já começa na formulação da prova. O Cebraspe, com sua estrutura de resposta pelos comandos ‘certo’ e ‘errado’, traz uma prova mais semântica, trabalhando a gramática a partir da análise dos textos e o sentido que essas análises podem apresentar. Em contraponto, a Cesgranrio compõe uma prova com questões de múltiplas escolhas, mais ligada à estrutura gramatical, trazendo perguntas mais tranquilas e sem muitas pegadinhas ou desdobramentos semânticos.
Independentemente da banca escolhida, acredita que a prova trará um equilíbrio entre questões de interpretação/compreensão de texto e gramática ou tende a pender para um dos lados?
Sempre há um equilíbrio, pois precisamos analisar o candidato de forma completa no quesito de domínio linguístico do Português. Mas, se a organizadora for o Cebraspe haverá uma prova mais semântica em detrimento da Cesgranrio.
No que tange à parte de gramática, quais são os assuntos que você acredita que têm mais chances de serem explorados na prova?
Assuntos como valor semântico das conjunções, pontuação, principalmente o uso da vírgula; reescritura de frases com destaque nos verbos e pronomes, que são assuntos que sempre aparecem nas provas das duas bancas.
E o que você espera na parte de interpretação/compreensão de texto?
Algo que costuma aparecer é referência, inferência e correlação textual, sem deixar de lado aquela típica questão buscando o objetivo central do texto.
Os candidatos também passarão por uma etapa de Redação. Quais dicas práticas pode dar para que eles possam ter um excelente desempenho nessa avaliação?
A redação é uma prova discursiva. Para que a nota seja diferenciada é preciso que, além do domínio gramatical, o candidato esteja bem atualizado. Sendo assim, é primordial a leitura de atualidades e a composição de dissertativas a partir desses temas.
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O treino para a Redação precisa ser feito de forma constante, não é mesmo? Realizar uma dissertação por semana é suficiente ou deveria ser um pouco mais?
Sim, em qualquer área de concurso, a constância é um diferencial. Eu costumo falar em sala que uma redação semanal é o mínimo para se começar o treinamento. Então, se os alunos conseguirem fazer duas ou três por semana, seria perfeito. Entretanto, fazer de forma aleatória, sem retorno de correção não adianta muito. O ideal seria que, para cada redação feita, tivesse uma correção correspondente com observações de um especialista.
Cite alguns temas que poderão ser cobrados na Redação e que, por isso, vale os candidatos treinarem textos sobre esses assuntos?
É difícil prevermos o tema sem ter uma organizadora definida, mas é interessante ressaltar que independente da banca, as duas (Cebraspe e Cesgranrio) sempre trazem uma atualidade correlacionada com o ambiente bancário. Por exemplo: “De que modo a proteção dos dados dos clientes contribui para a contabilidade de uma empresa?”; e “Impactos positivos e negativos da informação das operações bancárias na vida da população”. Esses foram os últimos temas das bancas Cesgranrio e Cebraspe, respectivamente. Se repararem, verão que há um padrão de atualidade ligada à tecnologia no meio bancário. Essa seria minha dica: estudem e leiam temas que tragam atualidade como tema principal e correlacionem sempre com o banco, principalmente a Caixa Econômica.
Qual dica ou mensagem final pode deixar para os candidatos do concurso para técnico bancário da Caixa?
Uma vez eu li uma frase: “Não treine até acertar, treine até que seja impossível errar.” E essa é a minha mensagem final: não se preparem só para acertarem bastante, nem comecem isso após a publicação do edital. Comecem agora, hoje, para que no dia da prova seja inegociável a aprovação de todos.
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