Órgão sofre com crescente falta de servidores desde o último processo seletivo, ocorrido em 2013.

O presidente do Sindicato Nacional dos Funcionários do Banco Central (Sinal) no Rio de Janeiro, Sérgio Belsito, manifestou apoio ao pedido de concurso público do Bacen para os três cargos que compõem a estrutura do banco: técnico, analista e procurador.

No momento de aperto como o que estamos passando é fundamental a autoridade monetária ter eficiência para incrementar a retomada do desenvolvimento. E para isso precisamos, sim, de gente qualificada. Necessitamos, urgentemente, repor a força de trabalho de todos os cargos da estrutura de carreira”, declarou Sérgio.

Atualmente, o banco registra um déficit de 2.800 funcionários. Em função dessa realidade, o presidente do sindicato ressaltou que seja necessário aprovar a contratação de, no mínimo, 300 novos servidores. Ele acrescentou que no Departamento do Meio Circulante, por exemplo, a ausência de profissionais gera dificuldades em atender à alta demanda originada pelo auxílio-emergencial concedida pela Caixa Econômica, destinado aos trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, como a dificuldade de abastecer papel-moeda.

Ausência de concursos amplia déficit

O Banco Central vem enfrentando constante baixa no quadro de servidores, sendo que muito saíram em virtude de aposentadoria, registrando, atualmente, efetivo inferior a 3.600, o menor de toda sua história. Por lei, o banco deveria ter 6.470 servidores. E o pior é que novas saídas deverão ocorrer nos próximos dias:

Acredito que ainda tenhamos quase 100 servidores em condições de aposentadoria, integral ou proporcional. O tempo de formação de um profissional do BC é de aproximadamente cinco anos. Precisamos retomar esse processo de contratação de servidores imediatamente”, declarou Sérgio Belsito.

Para corrigir esse grave problema, o Banco Central encaminhou, em 2018, um pedido de 260 vagas pleiteadas concurso público ao Ministério da Economia, mas que foi negado. Na época, foram solicitadas 30 vagas para técnico (cargo de nível médio, com remuneração de R$7.741,31), 30 vagas para procurador (nível superior em Direito mais anos de prática forense, com remuneração de R$21.472,49) e 200 para analista (nível superior, remuneração de R$19.655,06 ).

Desde 2013, o Bacen aguarda por novas contratações. No concurso organizado pela Cebraspe, foram destinadas vagas para os mesmos três cargos solicitados em 2020. Os concorrentes foram avaliados por provas objetivas, discursivas, avaliação de títulos (somente para analistas) e programas de capacitação para assumirem os postos de trabalho.

Nas provas objetivas para os cargos de analista e técnico, foram feitas perguntas de Conhecimentos Básicos e Específicos, com as seguintes disciplinas:

Técnico: Língua Portuguesa, Noções de Direito Constitucional e de Direito Administrativo, Gestão Pública, Informática e Raciocínio Lógico-Quantitativo.

Analista: Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Raciocínio Lógico, Direito Constitucional, Direito Administrativo, Sistema Financeiro Nacional e Sistema de Pagamento Brasileiro e Economia.