A expectativa por um novo Concurso Bacen continua! A informação foi confirmada pelo próprio Banco Central, que reiterou que o pedido da seleção, protocolado em 2018, segue sendo analisado pelo Ministério da Economia. O órgão pressiona a pasta pela autorização e mantém o otimismo.

O pedido do Concurso Bacen chegou a passar por movimentações dentro do Ministério da Economia, no mês de abril. Foi encaminhado um ofício ao secretário-executivo do Bacen, Adalberto Felinto, cujo teor não foi divulgado.

Outra pauta importante que vem sendo discutida acerca do Banco Central é o da independência do órgão. Isso afetaria completamente o Concurso Bacen, uma vez que o Banco Central teria autonomia para realizar seus concursos públicos como preferisse. A medida está contida na PLP 19/2019, aguardando aprovação no Congresso.

O atual presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, é um dos defensores da medida. O mandatário crê na importância da autonomia para a dinamização da economia brasileira.

“A independência nos coloca junto aos pares, no sentido de melhores práticas. Isso vai baratear o curso de crédito, facilitar a entrada do Brasil em níveis internacionais”

A última seleção para o Banco Central foi realizada no ano de 2013, organizada pelo Cebraspe (antigo Cespe-UnB). Todos os candidatos foram avaliados por meio de provas objetivas e discursivas, além de análises de títulos e programa de capacitação.

Fique por dentro das oportunidades do Banco Central

As estimativas mais recentes do Banco Central indicam que a carência de pessoal da autarquia chega a 2700 cargos vagos. Este quantitativo é dividido entre 379 na carreira de técnico, 2.231 de analista e 135 de procurador. Para esta seleção, por sua vez, estão previstas 230 vagas.

Este quantitativo de vagas seria dividido entre os cargos de analista, com oferta de 200 vagas, e procurador, com oferta de 30 vagas. As remunerações iniciais são de, respectivamente, R$17.391,64 e R$19.665,67. Os valores já incluem o auxílio-alimentação de R$458.

As duas funções requerem formação de nível superior, com os analistas podendo apresentar diploma em qualquer habilitação e os procuradores precisando do diploma específico em Direito (além de inscrição na OAB e comprovação de, no mínimo, dois anos de prática forense.)

 

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