Tradicional empresa da área de concurso público organizará o próximo concurso da Agência Nacional de Mineração, voltado para cargos de nível superior.

O novo concurso público da Agência Nacional de Mineração, autorizado em julho deste ano, já possui uma banca para organizar a seleção de 40 vagas imediatas. De acordo com o documento de dispensa de licitação, o Cebraspe foi a empresa escolhida para receber as inscrições dos concorrentes e para elaborar as fases de avaliação. Essa banca é uma das mais tradicionais e conhecidas do setor, estando, atualmente, à frente de concursos importantes como o de técnicos e analistas do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, da Polícia Federal, do Depen, entre outros.

Após definir a contratação da banca brasiliense, o contrato de trabalho entre as partes deverá ser assinado nas próximas semanas. Já o edital do Concurso ANM está previsto para sair até janeiro de 2022, segundo portaria autorizativa.

Todas as 40 vagas serão destinadas ao cargo de especialista em recursos minerais, que exige nível superior em especialidades ainda não reveladas. As oportunidades para especialistas serão distribuídas em cinco estados:

  • Minas Gerais (18 vagas);
  • Pará (oito);
  • Mato Grosso (duas);
  • São Paulo (duas);
  • Distrito Federal (dez).

As remunerações atuais a serem oferecidas para essa carreira são de R$4.039,70, que podem ser elevados com o pagamento da Gratificação de Desempenho de Atividades de Recursos Minerais (GDARM). Essa gratificação pode ser mínima, no valor de R$1.467,40 (20 pontos) ou máxima R$5.869,60 (80 pontos). Dependendo da pontuação acumulada pelo especialista, dentro do limite estabelecido, a remuneração poderá chegar a R$9.909,30.

Com déficit superior a 600 cargos, mais convocações serão necessárias

As 40 vagas autorizadas pelo Ministério da Economia, contudo, não serão suficientes para suprir o número de vacâncias atualmente registrados pela agência. Com 603 cargos a serem preenchidos na função de especialista em recursos minerais, o órgão precisará utilizar o cadastro de reserva para convocar os aprovados que se classificarem além das 40 vagas.

A Agência Nacional de Mineração pretende se valer do decreto, nº 9.739 de 2019, que permite aos órgãos federais receber a autorização para chamar 25% dos aprovados a mais que o número de vagas imediatas presentes no edital. No caso do Concurso ANM, caso o Ministério da Economia autorize, ela poderia convocar mais 16 aprovados, o que resultará na chegada de 56 novos especialistas.

Mesmo assim, o déficit de servidores permanecerá elevado. Para buscar minimizar ainda mais o número de cargos desocupados, a ANM solicitou, dentro do prazo estabelecido aos órgãos federais e agência reguladoras, autorização para abrir um segundo edital com 150 vagas para os seguintes cargos:

  • Engenheiro de minas: 70 vagas para quem possui nível superior na área de Engenharia de Minas;
  • Geólogo: 50 vagas de nível superior em Geologia;
  • Contador/Economista: 20 vagas de nível superior em Contabilidade ou Economia;
  • Bacharel em Direito: cinco vagas de nível superior em Direito;
  • Estatístico: cinco vagas de nível superior na área de Estatística.

Quando foi o último concurso da Agência Nacional de Mineração?

Aconteceu em 2010, ou seja, pouco mais de uma década atrás, quando a agência ofereceu 256 vagas para as carreiras de analista administrativo, especialista em recursos minerais e técnico administrativo.

A avaliação dos candidatos se deu através de provas objetivas e discursivas, ambas de caráter eliminatório e classificatório, elaboradas pelo Instituto Movens, que foi a banca organizadora desse certame. Especialmente na prova objetiva, os candidatos tiveram que responder a 20 questões de Conhecimentos Básicos (Língua Portuguesa e Legislação do cargo escolhido) e outras 20 de Conhecimentos Específicos.

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