À espera de receber o aval para novo concurso, Agência Nacional das Águas já apresenta 96 vacâncias em cargos de nível superior, que estão há quinze anos sem contratações.

A Agência Nacional das Águas e Saneamento Básico (ANA) é mais um órgão da esfera federal que necessita urgentemente de um novo concurso público. O Painel de Acesso à Informação do Governo Federal revelou que a agência reguladora possui um déficit atual de 96 cargos vagos, todos eles em cargos que exigem nível superior:

  • Especialista em regulação de recursos hídricos e saneamento básico: 58 cargos vagos;
  • Analista administrativo: 38 cargos vagos.

Vale lembrar que a ANA irá enviar ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos até a data limite (31 de maio) um pedido de concurso para preencher 109 vagas. Segundo informações passadas à equipe de reportagem da DEGRAU CULTURAL, nesse pedido será solicitado o preenchimento de 57 vagas para especialista em regulação, 38 para analista administrativo e ainda 14 vagas para técnico administrativo, o único que exige nível médio de escolaridade.

A expectativa é de que esse pedido esteja incluso em um dos vários pacotes de autorização prometidos pela ministra da Gestão, Esther Dweck, a serem divulgados ao longo do ano. Até o momento, a pasta só autorizou a abertura de concurso para três órgãos federais:

Quando receber o aval do Governo Federal, a Agência Nacional das Águas concederá aos futuros servidores remunerações já com o reajuste de 9% e com o auxílio-alimentação de R$658, ambos aprovados no fim de abril no Congresso Nacional e sancionados pelo Presidente Lula:

- Técnico administrativo: R$8.306,17;

- Analista administrativo: R$15.708,25;

- Especialista em Regulação de Recursos Hídricos e Saneamento Básico: R$17.071,25.

Quando aconteceram os últimos concursos para a ANA?

A agência reguladora responsável por cuidar dos recursos hídricos e dos projetos voltados ao saneamento básico no Brasil não repõe o seu quadro de técnico administrativo desde 2012, quando ofereceu 45 vagas para lotação apenas em Brasília.

Os concorrentes desse certame foram avaliados através de provas objetivas, composta por 50 questões nas disciplinas de Língua Portuguesa, Raciocínio Lógico, Ética, Noções de Informática, Legislação Aplicada à ANA, Noções de Direito Constitucional e Direito Administrativo. Os candidatos ainda passaram por uma prova discursiva.

Já os cargos de especialista e analista administrativo não realizam um novo concurso desde 2008, ou seja, quinze anos atrás, quando a ANA lançou um edital com 152 vagas - 100 para especialista em recursos hídricos, 12 para especialista em geoprocessamento e 40 vagas para analista administrativo. Nesse certame, apesar dos aprovados serem lotados apenas em Brasília, as provas objetivas foram aplicadas em todo o país.

Os candidatos tiveram de responder a questões de Português, Inglês, Raciocínio Lógico-Quantitativo, Ética na Administração Pública, Recursos Hídricos/Legislação Aplicada, Direito (Constitucional e Administrativo) e Conhecimentos Específicos, mais uma prova discursiva específica e uma prova de títulos (essa última somente para as funções de especialistas).

 

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